Ministério dos Transportes prevê quatro leilões ferroviários em 2027

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Projetos somam uma carteira de R$ 160 bilhões em investimentos estimados; cronograma ficará para o próximo governo

O Ministério dos Transportes prevê realizar quatro leilões de concessões ferroviárias em 2027, com projetos voltados à construção, ampliação e recuperação da infraestrutura de transporte sobre trilhos. O calendário foi apresentado na quinta-feira (15), durante evento na B3, em São Paulo, e deverá ser executado pelo governo que assumir a Presidência da República no próximo ano.

Os projetos previstos para leilão são o Anel Ferroviário do Sudeste, a Malha Oeste, a Ferrogrão e o Corredor Leste-Oeste. Pelo cronograma apresentado, o primeiro certame está previsto para abril, seguido pela Malha Oeste, em agosto, pela Ferrogrão, em setembro, e pelo Corredor Leste-Oeste, em outubro.

A carteira de infraestrutura ferroviária reúne oito projetos de concessão e tem previsão de R$ 160 bilhões em investimentos, considerando despesas de capital para implantação, ampliação e recuperação das linhas. Os outros quatro projetos — Corredor Paraná-Santa Catarina, Corredor Rio Grande, Corredor Mercosul e Extensão Norte da Ferrovia Norte-Sul — têm publicação de editais prevista para dezembro de 2027.

Além das concessões, o ministério planeja nove leilões de autorização ferroviária e mantém a previsão de disponibilizar 12 áreas para implantação de terminais em novas localidades. A modalidade de autorização permite que empresas privadas assumam a recuperação e a exploração de trechos ferroviários, inclusive linhas ociosas ou desativadas, mediante regras específicas.

O planejamento ocorre após o adiamento de projetos previstos para 2026. O governo havia estimado realizar oito leilões ferroviários neste ano, com potencial de atrair R$ 140 bilhões, mas os empreendimentos não chegaram à fase de licitação. Entre os obstáculos estão entraves jurídicos, ambientais e dificuldades para estruturar contratos financeiramente atrativos para investidores.

A retomada das concessões também depende de soluções para o financiamento de longo prazo. Diferentemente das rodovias, que podem gerar receita com pedágios, ferrovias precisam consolidar demanda suficiente para o transporte de cargas. O último leilão federal de concessão ferroviária ocorreu em abril de 2021. Para dezembro de 2026, está previsto o certame do Corredor Minas-Rio, que poderá ser o único leilão ferroviário realizado pelo atual governo.

Fonte: Poder360

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