Estudo do Mova-se Fórum de Mobilidade aponta redução de emissões e estima economia de R$ 21,94 milhões por ano na saúde pública com ampliação da frota até 2027
A substituição de 539 ônibus antigos por veículos elétricos, a biometano e com tecnologia Euro VI evitou a emissão anual de 8.072,41 toneladas de CO₂ equivalente na Região Metropolitana de Goiânia, segundo auditoria técnica divulgada pelo Mova-se Fórum Nacional de Mobilidade. A primeira fase do Projeto Nova RMTC também reduziu emissões de poluentes e o consumo de diesel.
A frota substituída era composta por ônibus com padrão Euro 3, considerado defasado em relação às tecnologias atuais de controle de emissões. Na primeira etapa da modernização, foram incorporados 54 ônibus elétricos articulados, três veículos movidos a biometano e 477 unidades convencionais equipadas com tecnologia Euro VI, equivalente ao Proconve P-8.
De acordo com o levantamento, a mudança reduziu em 18,4% as emissões de gases de efeito estufa em relação ao cenário anterior. A operação também deixou de consumir cerca de 3,16 milhões de litros de diesel por ano. Nos corredores e eixos estruturantes atendidos pelos ônibus elétricos, a redução calculada foi de 84,2% nas emissões de óxidos de nitrogênio (NOx) e de 79,4% nas de material particulado.
O estudo considera ainda os efeitos da poluição sobre a saúde em uma região que enfrenta períodos de estiagem e baixa umidade durante parte do ano. Segundo a análise, a redução das emissões contribuiu para diminuir impactos associados a doenças cardiorrespiratórias. A metodologia utilizada para estimar esses efeitos foi o Impact Pathway Approach, associado a estudos da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Na primeira fase, o Mova-se calcula uma economia anual de R$ 3,75 milhões relacionada aos efeitos da melhoria da qualidade do ar sobre a saúde. Desse montante, aproximadamente R$ 1,05 milhão corresponderia à redução de custos para o Sistema Único de Saúde (SUS), enquanto R$ 2,70 milhões seriam associados a ganhos sociais, como produtividade, redução de afastamentos do trabalho e menor impacto da mortalidade prematura.
O levantamento também aponta redução do ruído nos corredores atendidos pelos ônibus elétricos. Segundo os dados apresentados pelo fórum, a pressão sonora percebida por passageiros e moradores nesses locais caiu mais de 75%. O biometano, por sua vez, é produzido a partir do aproveitamento de resíduos orgânicos e do tratamento de efluentes, incluindo materiais provenientes do aterro sanitário metropolitano.
A projeção para 2027 prevê a ampliação da frota considerada no estudo para 1.200 ônibus, sendo 65 elétricos articulados, 500 movidos a biometano e 635 veículos Euro VI. Com essa configuração, o Mova-se estima que o impacto econômico positivo associado à saúde pública possa chegar a R$ 21,94 milhões por ano.
Fonte: Technibus / Mova-se Fórum Nacional de Mobilidade



