Após 34 anos atuando no país principalmente com veículos importados, a Kia negocia com o governo federal uma dívida relacionada ao antigo projeto da Asia Motors e pode voltar a considerar a instalação de uma fábrica no Brasil.
A negociação envolve um passivo histórico que remonta à década de 1990, quando a Asia Motors recebeu incentivos fiscais para produzir veículos no país, mas não concluiu a construção da unidade industrial prevista.
A empresa posteriormente foi adquirida pela Kia, e as obrigações relacionadas ao antigo projeto passaram a ser discutidas judicialmente. O impasse é apontado como um dos fatores que dificultaram a instalação de uma fábrica da marca no Brasil.
Atualmente, a operação brasileira da Kia é comandada pelo Grupo Gandini e mantém a comercialização de veículos importados. A marca também ampliou recentemente sua participação no mercado nacional com a chegada da picape Tasman.
Acordo pode destravar projeto industrial
A possível instalação de uma fábrica depende, neste momento, de um acordo entre a Kia e o governo federal para solucionar o passivo existente.
A negociação pode envolver a redução de encargos e multas relacionados às dívidas federais. O valor exato do passivo não é público, e estimativas de mercado apontam cifras bilionárias, embora os números sejam tratados como sigilosos pelos envolvidos.
Até o momento, não há definição oficial sobre localização, cronograma ou valor de investimento para uma eventual fábrica da Kia no Brasil.
Há especulações sobre possíveis áreas para a instalação de uma unidade industrial, inclusive no interior de São Paulo, mas nenhuma localização foi confirmada pela empresa.
Tasman reforça presença da Kia no país
Enquanto a negociação sobre uma eventual produção nacional continua, a Kia segue ampliando seu portfólio brasileiro.
A principal novidade recente é a picape Tasman, que chega ao país importada. O modelo utiliza motor 2.2 turbodiesel de 210 cv, tração 4×4 e tem preço inicial de R$ 249.990.
O lançamento demonstra que a estratégia comercial da Kia no Brasil continua avançando independentemente da definição sobre uma eventual fábrica.
Caso o acordo com o governo seja concluído e a matriz sul-coreana aprove um projeto industrial, a empresa poderá mudar uma trajetória de mais de três décadas baseada principalmente na importação de veículos.
Por outro lado, se as negociações não avançarem, a tendência é que a operação brasileira continue utilizando veículos produzidos no exterior.
Fonte: Garagem360



