Ar-condicionado do carro não precisa de recarga periódica de gás; veja quando é sinal de problema

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Sistema é fechado e deveria manter a carga original durante toda a vida útil do veículo; perda de eficiência pode indicar vazamento e exigir manutenção

O ar-condicionado do carro não deveria precisar de recarga periódica de gás refrigerante. O sistema funciona em um circuito fechado e, em condições normais, a carga colocada pela fabricante permanece no veículo durante sua vida útil. De acordo com o mecânico espanhol Juanjo Jiménez, se o ar-condicionado deixa de resfriar adequadamente e precisa receber gás novamente, o mais importante é descobrir a origem do vazamento, em vez de simplesmente completar a carga.

O sistema de climatização funciona por meio da compressão e descompressão do gás refrigerante. O fluido circula pelo circuito junto com o óleo responsável pela lubrificação do compressor, permitindo retirar calor do interior da cabine e manter a temperatura desejada.

Como o circuito é fechado, o gás não deveria ser consumido durante o funcionamento normal.

Se o gás acabou, existe algo errado

Pequenos vazamentos podem surgir com o tempo em razão da movimentação e das condições às quais o sistema é submetido. Quando isso acontece, a quantidade de refrigerante diminui e o ar-condicionado perde eficiência.

Por isso, a simples recarga pode apenas mascarar o problema.

A orientação do mecânico Juanjo Jiménez é direta: se for necessário colocar gás novamente, o motorista deve procurar a causa da perda e reparar o vazamento.

A manutenção preventiva, entretanto, não significa necessariamente adicionar refrigerante.

Em determinados procedimentos, o gás pode ser retirado do circuito para a realização de vácuo. O objetivo é remover a umidade existente no sistema, já que a presença de água prejudica o funcionamento do circuito de refrigeração.

O óleo do compressor também pode ser drenado e substituído quando o procedimento de manutenção exigir.

Filtro da cabine também precisa de atenção

Outro item importante para o funcionamento do sistema é o filtro de ar da cabine.

Quando está muito sujo, ele reduz o fluxo de ar e pode contribuir para o surgimento de odores desagradáveis. Por isso, sua substituição deve seguir as recomendações de manutenção do veículo e também considerar as condições de uso.

Em locais com muita poeira, poluição ou tráfego intenso, por exemplo, o componente pode sofrer uma carga maior de contaminantes.

Cheiro de mofo? Existe um procedimento simples

Um dos sinais mais comuns de problemas no sistema de climatização é o cheiro de mofo ao ligar o ar-condicionado.

Segundo Jiménez, a origem pode estar no evaporador, componente que trabalha em baixa temperatura e pode acumular gelo e umidade. Esse ambiente úmido favorece a proliferação de bactérias e fungos, responsáveis pelo odor desagradável.

Uma maneira simples de reduzir esse problema é desligar o compressor alguns minutos antes de chegar ao destino, pressionando o botão A/C para interromper o resfriamento, mas mantendo o ventilador funcionando.

Com o compressor desligado, o ar externo mais quente ajuda a secar o evaporador. A umidade acumulada pode então ser eliminada pelo sistema de drenagem do veículo.

Além de melhorar o cheiro dentro da cabine, o procedimento ajuda a reduzir as condições favoráveis à proliferação de microrganismos.

Manutenção é diferente de recarga

A principal diferença é que manutenção do ar-condicionado não significa necessariamente recarregar o gás.

Se o sistema está funcionando corretamente, não há motivo para retirar e substituir o refrigerante apenas porque passou determinado período.

Já uma perda de eficiência deve ser investigada. O problema pode estar relacionado a vazamentos ou a outros componentes do sistema, e simplesmente adicionar refrigerante não resolve a causa.

Para o motorista, a regra é simples: ar-condicionado que funciona normalmente não precisa de “recarga” como parte de uma manutenção periódica. Quando o gás está desaparecendo, o veículo está dando um sinal de que algo precisa ser verificado.

Fonte: Xataka Brasil, com informações do mecânico Juanjo Jiménez.

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