Seguro para carros elétricos apresenta redução de até 20% no valor das apólices

0
27

O mercado de seguros automotivos no Brasil registra uma tendência de queda nos custos de proteção para veículos eletrificados, com reduções que podem atingir 20% em comparação aos modelos equivalentes a combustão. Segundo dados divulgados por grandes seguradoras nesta quarta-feira, 13, essa deflação no preço do seguro é impulsionada pelo perfil de risco dos proprietários e pela menor complexidade mecânica de determinados componentes.

O movimento marca um amadurecimento do setor, que anteriormente precificava as apólices de elétricos com valores elevados devido à incerteza sobre os custos de reparação e à escassez de peças de reposição no mercado nacional.

A análise detalhada dos cálculos das seguradoras revela que o perfil do segurado de carros elétricos — geralmente associado a motoristas mais experientes, com maior poder aquisitivo e menor histórico de sinistralidade — contribui para a queda do prêmio. Além disso, o fator tecnológico desempenha um papel crucial: veículos elétricos são equipados com sistemas avançados de assistência à condução (ADAS) e rastreamento nativo, o que reduz drasticamente as chances de colisões graves e aumenta o índice de recuperação em casos de furto ou roubo.

Esses dispositivos de segurança ativa funcionam como mitigadores de risco, permitindo que as companhias ofereçam condições comerciais mais competitivas para atrair essa base de clientes crescente.

No entanto, especialistas do setor fazem uma ressalva importante quanto ao custo de reparo em casos de perda parcial. Embora a manutenção preventiva seja mais barata, a bateria de tração, que pode representar até 50% do valor total do veículo, permanece como o item de maior preocupação. Em situações de danos estruturais que atinjam o conjunto de baterias, o risco de perda total é elevado.

Por outro lado, a expansão de oficinas especializadas e a maior disponibilidade de componentes por marcas como BYD e GWM têm ajudado a estabilizar os orçamentos de funilaria. A tendência para o restante de 2026 é que, com o aumento da frota circulante e a maior oferta de dados de sinistros, o seguro de elétricos se torne ainda mais acessível, consolidando-se como um dos principais incentivos econômicos para a transição energética no país.

Fonte: Terra Mobilidade

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here