Médicos e psicólogos criticam mudanças na CNH e defendem avaliação periódica

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Especialistas da área de saúde acenderam um alerta na Câmara dos Deputados ao criticarem mudanças nas regras da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), especialmente no que diz respeito à flexibilização de exames médicos e psicológicos. Durante audiência pública, médicos e psicólogos defenderam que a avaliação periódica da saúde dos condutores deve ser mantida ou até ampliada, como forma de garantir maior segurança no trânsito.

Os profissionais destacaram que doenças como diabetes, hipertensão, distúrbios neurológicos e transtornos psicológicos podem comprometer diretamente a capacidade de dirigir. Segundo os especialistas, a ausência de monitoramento regular pode elevar o risco de acidentes, especialmente entre motoristas mais idosos ou que exercem atividade profissional ao volante.

Outro ponto sensível levantado foi a proposta de ampliação do prazo de validade da CNH sem exigência de novos exames. Para os especialistas, essa mudança ignora o fato de que a condição de saúde pode se alterar significativamente em poucos anos. Eles reforçam que a avaliação psicológica também é essencial, principalmente para identificar comportamentos de risco, como agressividade e impulsividade no trânsito.

Durante o debate, foi ressaltado que o Brasil já enfrenta altos índices de acidentes, com impacto direto no sistema de saúde pública. Nesse cenário, reduzir critérios de avaliação seria um retrocesso. A defesa central é que políticas de trânsito devem priorizar a prevenção, e não apenas a punição.

Parlamentares também ouviram argumentos sobre a necessidade de modernizar os exames, incorporando tecnologias e protocolos mais eficientes, sem abrir mão da obrigatoriedade. O consenso entre os especialistas é claro: flexibilizar demais pode custar vidas.

Fonte: Câmara dos Deputados

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