Com modelos zero-quilômetro cada vez mais caros — o Fiat Mobi já ultrapassa os R$ 71 mil na Tabela Fipe de março de 2026 —, comprar um carro ganhando um salário mínimo se tornou um desafio que exige planejamento e escolhas racionais. Nesse cenário, especialistas apontam que o caminho mais viável está no mercado de usados, priorizando veículos com baixo custo de manutenção, consumo reduzido e ampla oferta de peças.
Entre os modelos mais indicados estão clássicos como o Fiat Uno, conhecido pela robustez e manutenção simples, e o Chevrolet Celta, que se destaca pelo baixo custo de peças e bom desempenho urbano. O Volkswagen Gol, especialmente na geração G4, mantém alta liquidez no mercado, facilitando revenda rápida em momentos de aperto financeiro.
Outras opções incluem o Renault Clio, que oferece mais conforto por preço competitivo, e o Toyota Etios, considerado uma escolha mais segura para quem pode investir um pouco mais, graças à sua baixa incidência de problemas mecânicos.

O alerta, no entanto, é claro: evitar o chamado “resto de rico”, ou seja, carros de luxo antigos com manutenção cara, que podem gerar custos inesperados equivalentes a meses de renda. Além disso, a recomendação é buscar veículos com possível isenção de IPVA, dependendo da legislação estadual, reduzindo despesas fixas anuais.
Outro ponto decisivo é a manutenção preventiva. Trocas básicas de óleo e filtros giram em torno de R$ 200, enquanto problemas mais graves, como falhas no motor, podem ultrapassar R$ 5 mil, tornando o cuidado regular essencial para quem tem orçamento limitado.
Diante desse cenário, ter um carro em 2026 deixou de ser apenas uma questão de compra e passou a ser uma decisão estratégica de sobrevivência financeira, onde o barato não pode sair caro.
Fonte: Terra Brasil Notícias



