No último domingo (8), Dia Internacional da Mulher, a Citroën lançou nas redes sociais uma campanha digital que resgatou histórias de mulheres pioneiras no universo automotivo, conectando esses episódios históricos ao lançamento do Citroën C3 XTR. A ação utilizou a popular trend das redes sociais “O que tem na minha bolsa?”, apresentada pela atriz e criadora de conteúdo Helen Ramos, que mostrou objetos simbólicos ligados a momentos marcantes da participação feminina no desenvolvimento e no uso do automóvel.
Durante o vídeo, foram lembradas personagens que tiveram papel relevante na evolução da mobilidade. Um dos exemplos foi Dorothy Levitt, que em 1909 utilizava um espelho para observar o tráfego atrás do veículo, prática considerada uma das inspirações para o atual retrovisor. Outro destaque foi Bertha Benz, responsável por realizar uma viagem histórica de 194 quilômetros em 1888, durante a qual improvisou um grampo de cabelo para manter o veículo em funcionamento. A campanha também mencionou Florence Lawrence, frequentemente associada à criação de um sistema inicial para indicar conversões e frenagens, tecnologia que evoluiu para as luzes de seta e sinalização utilizadas nos veículos modernos.
Na parte final do conteúdo, a narrativa foi conectada ao Citroën C3 XTR, versão do hatch da marca que teve características apresentadas no vídeo, como maior espaço interno e pneus ATR de uso misto, pensados para diferentes tipos de terreno.
Segundo a montadora, a ação fez parte de uma estratégia digital adotada desde 2024, que busca dialogar com tendências das redes sociais e com temas ligados à mobilidade. A empresa também relembrou iniciativas históricas relacionadas à participação feminina na indústria automotiva. De acordo com a Citroën, seu fundador, André Citroën, passou a contratar mulheres em 1915, durante o período da Primeira Guerra Mundial, além de implantar cantinas e creches para funcionárias com filhos dentro das instalações da companhia.
A marca também citou a criação do Círculo Sindical Interaliado, organização voltada à melhoria das condições de trabalho que incluía a participação feminina. Já no Salão do Automóvel de Paris de 1922, a empresa apresentou o Citroën 5CV, conhecido como “Petit Citron”, modelo desenvolvido para alcançar novos públicos, entre eles mulheres motoristas, algo ainda incomum na época. Para Pedro Silva, Head da Citroën para a América do Sul, a iniciativa representou uma homenagem ao legado feminino em uma indústria historicamente dominada por homens.
Fonte: Automotive Business.



