Alta do petróleo pressiona combustíveis no Brasil; Cuba enfrenta escassez

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A recente alta do petróleo no mercado internacional voltou a pressionar o preço dos combustíveis e reacendeu discussões econômicas sobre o impacto no custo da mobilidade e da produção. No Brasil, distribuidoras começaram a discutir possíveis reajustes na gasolina e no diesel em março de 2026, enquanto em Cuba a situação é mais grave, com escassez de combustível que já afeta setores essenciais da economia.

O movimento de alta está ligado às tensões geopolíticas no Oriente Médio, especialmente envolvendo o Irã e o controle do Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde circula entre 20% e 30% de todo o petróleo comercializado no mundo. Com o aumento das incertezas na região, o preço do barril acumulou alta de 13,1% no início de março, elevando o custo internacional dos combustíveis.

No mercado brasileiro, distribuidoras já sinalizam possibilidade de reajustes, refletindo a valorização do petróleo e de seus derivados. Estimativas indicam que o repasse ao consumidor poderia resultar em aumentos entre R$ 0,40 e R$ 0,70 por litro de diesel, segundo projeções do setor. Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) mostram que, em cidades como Belo Horizonte, o preço médio da gasolina chegou a R$ 5,91 por litro, enquanto o diesel estava em R$ 5,90.

Outro fator que amplia a sensibilidade do mercado brasileiro é a dependência de importações. Aproximadamente 30% do diesel consumido no país é importado, o que torna o preço doméstico mais vulnerável às oscilações internacionais. Segundo a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), a diferença entre os valores praticados no mercado interno e no exterior chegou a R$ 0,29 por litro em determinados momentos de março.

Apesar da pressão internacional, a Petrobras informou que não anunciou reajuste imediato nos preços, adotando estratégia para evitar repasses automáticos da volatilidade global ao mercado interno e reduzir oscilações frequentes para consumidores e empresas.

Enquanto o Brasil debate possíveis aumentos, Cuba enfrenta uma crise de abastecimento de combustível que já provoca impactos diretos no funcionamento da economia. A redução do fluxo de petróleo para a ilha levou à suspensão de aulas, fechamento de hotéis, cancelamento de voos e redução de serviços hospitalares, além de problemas na coleta de lixo e no transporte urbano.

Os apagões frequentes também se tornaram parte da rotina em cidades como Havana, onde a falta de energia compromete o armazenamento de alimentos e o funcionamento de empresas. Como grande parte dos produtos consumidos no país é importada, a escassez de combustível dificulta o transporte de mercadorias e aumenta o risco de desabastecimento.

Dessa forma, enquanto o Brasil enfrenta pressão inflacionária nos combustíveis, Cuba vive um cenário mais extremo, marcado por escassez energética e impactos generalizados na economia e na mobilidade da população.

Fonte: Garagem360.

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