Promissora: bateria de estado sólido pode carregar veículo elétrico em até 5 minutos

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A prometida bateria de estado sólido da Donut Lab deu um passo importante ao apresentar resultados de testes independentes que confirmam recarga ultrarrápida — mas ainda cercada de questionamentos. A informação foi publicada pelo portal Terra, em reportagem assinada por Marcus Celestino.

Segundo avaliação conduzida pelo VTT Technical Research Centre, uma única célula da bateria foi capaz de carregar de 0% a 80% em 4,5 minutos, operando a uma taxa de 11C (equivalente a 286 ampères). A capacidade nominal medida foi de 26 Ah, dentro da faixa de tensão de 4,3 volts.

Para efeito de comparação, a maioria dos carros elétricos atuais leva entre 20 e 40 minutos para atingir 80% de carga, mesmo utilizando arquitetura de 800 volts e sistemas sofisticados de refrigeração líquida. Se aplicada em veículos de produção, a nova tecnologia poderia reduzir o tempo de recarga de meia hora para cerca de cinco minutos.

No entanto, o teste revelou desafios importantes. Durante o carregamento acelerado, a temperatura da célula subiu de 26,5°C para aproximadamente 63°C, e a superfície chegou ao limite de segurança de 90°C antes de exigir resfriamento. O experimento demonstrou que, apesar do avanço químico, o controle térmico continua sendo um obstáculo relevante — contrariando sugestões anteriores de que a bateria poderia dispensar sistemas complexos de refrigeração.

Além disso, o relatório independente avaliou apenas a velocidade de carregamento. Permanecem sem validação externa outras promessas da startup, como densidade energética de 400 Wh/kg, vida útil de 100 mil ciclos e paridade de custo com baterias de íons de lítio convencionais.

A Donut Lab afirmou que divulgará novos testes em breve. A expectativa é que a tecnologia seja utilizada em uma nova versão da motocicleta elétrica da Verge Motorcycles ainda em 2026, o que poderia marcar a estreia comercial de um veículo equipado com bateria de estado sólido.

Por enquanto, o veredito é misto: a recarga ultrarrápida foi comprovada, mas as limitações térmicas e a ausência de dados completos mantêm o projeto sob cautela.

Fonte: Terra Mobilidade.

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