Entender as informações gravadas na lateral do pneu é essencial para garantir segurança, desempenho e economia de combustível. Cada sequência de números e letras indica características técnicas, limite de carga, velocidade máxima e até a data de fabricação. As orientações foram publicadas pelo portal Auto+ em 28 de fevereiro de 2026.
Um exemplo comum é a medida 185/60R15 88H. O número 185 indica a largura da banda de rodagem em milímetros. Já o 60 representa o perfil — a altura do flanco equivalente a 60% da largura, ou seja, 111 mm nesse caso. A letra R confirma a construção radial, padrão predominante no mercado. O 15 indica o diâmetro do aro em polegadas. O índice 88 corresponde à capacidade máxima de 560 kg por pneu, enquanto a letra H aponta velocidade máxima de 210 km/h sob carga total.

Outro dado importante é o código DOT, que revela a data de fabricação. Os quatro últimos números indicam semana e ano. Um pneu com final 3525, por exemplo, foi produzido na 35ª semana de 2025. Mesmo sem uso, o componente sofre envelhecimento natural, o que torna essencial a inspeção periódica.
Desde 2012, pneus vendidos no Brasil devem exibir a Etiqueta Nacional de Conservação de Energia (ENCE), regulamentada pelo Inmetro. A classificação avalia três critérios: resistência ao rolamento (de A a E, sendo A mais eficiente e com menor consumo de combustível), aderência em piso molhado (também de A a E, impactando diretamente na frenagem em dias de chuva) e ruído externo, medido em decibéis (dB).

Além da leitura correta dos códigos, a manutenção é decisiva. A calibragem deve seguir a pressão indicada pelo fabricante do veículo, enquanto rodízio e alinhamento prolongam a vida útil. Já o indicador TWI aponta o limite mínimo legal de desgaste dos sulcos — rodar abaixo desse nível reduz a aderência e aumenta o risco de aquaplanagem.
Fonte: Auto+.



