Nova Rodoviária de Salvador impulsiona movimento do metrô em Águas Claras

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Foto Divulgação CCR Metrô

Pouco mais de um mês após a inauguração da nova Rodoviária de Salvador, a CCR Metrô Bahia já registra impactos diretos na demanda da Estação Águas Claras. Integrada fisicamente ao novo terminal rodoviário, a estação apresentou um crescimento de 27% no fluxo de passageiros em dias úteis.

Antes da mudança da rodoviária para a região, a estação recebia, em média, 45 mil usuários por dia. Com a entrada em operação do novo equipamento, o volume saltou para 58 mil passageiros diários. O aumento evidencia o papel estruturante do metrô na reorganização dos deslocamentos urbanos, especialmente quando há integração direta entre modais. Ao desembarcar na Estação Águas Claras, o usuário já acessa o terminal rodoviário, reduzindo etapas do trajeto e tornando a viagem mais previsível.

“A integração da rodoviária com o metrô de Águas Claras tem sido excelente, proporcionando mais comodidade e segurança para os nossos clientes. Estamos trabalhando continuamente para oferecer serviços de qualidade e atender às necessidades da população”, afirma Carlos Cavalcanti, gerente do Centro de Controle Operacional e Tráfego do Metrô Bahia.

Apesar do avanço operacional, a consolidação do novo eixo de mobilidade contrasta com a lentidão na atualização das nomenclaturas do sistema metroviário. Mesmo após a transferência da rodoviária para Águas Claras, o sistema ainda mantém o nome “Estação Rodoviária” para a parada localizada nas imediações do Iguatemi, área que deixou de concentrar o terminal interestadual desde janeiro.

Situação semelhante ocorre com a “Estação Detran”, cuja denominação faz referência à antiga sede do Departamento Estadual de Trânsito da Bahia, órgão que já não funciona na região da Saramandaia há alguns anos.

A permanência de nomes desconectados da realidade urbana compromete a clareza da informação ao usuário, especialmente para visitantes e passageiros eventuais. Em um sistema que se propõe moderno e integrado, a atualização toponímica não é um detalhe secundário: é parte fundamental da comunicação e da lógica operacional da rede.

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