Por Emerson Pereira – Foto Divulgação CCR Metrô
A nova Rodoviária de Águas Claras foi inaugurada em 19 de janeiro, marcando oficialmente a transferência do principal terminal rodoviário de Salvador para a região de Águas Claras. Durante a cerimônia de entrega do equipamento, o governador Jerônimo Rodrigues afirmou que a então chamada Estação Rodoviária, localizada no Iguatemi, teria o nome alterado para “Iguatemi”, adequando-se à nova realidade urbana.
Passados mais de 30 dias da inauguração, no entanto, a mudança ainda não foi efetivada.
Quem utiliza o metrô diariamente continua ouvindo nos trens o anúncio automático: “próxima estação Rodoviária”, mesmo após a desativação do antigo terminal no Iguatemi. A comunicação visual também permanece inalterada. Placas de sinalização, mapas do sistema e totens informativos da estação seguem fazendo referência à antiga rodoviária, que não funciona mais naquele endereço.
A situação pode parecer apenas um detalhe administrativo, mas tem impacto prático. A rodoviária é um equipamento estratégico, especialmente por funcionar como elo entre o Aeroporto de Salvador e o interior do estado. Trata-se de um ponto que atrai um fluxo significativo de passageiros de fora da cidade — turistas, trabalhadores e viajantes que não dominam a geografia local.
Para quem chega a Salvador e utiliza o metrô como meio de deslocamento, a informação transmitida pelo sistema é objetiva: existe uma rodoviária naquela estação. Ao desembarcar, porém, o passageiro encontra um cenário diferente do esperado.
Em sistemas de transporte público, a padronização e atualização da informação são elementos centrais da experiência do usuário. Nome de estação não é apenas referência simbólica; é orientação urbana. A manutenção do nome “Rodoviária” após a transferência oficial do terminal cria ruído na comunicação e pode gerar deslocamentos equivocados.
Até o momento, não há informação oficial sobre o cronograma para a alteração do nome da estação ou atualização dos sistemas visuais e sonoros. Enquanto isso, a capital baiana convive com uma incongruência entre a infraestrutura recém-inaugurada e a sinalização de um dos seus principais modais de transporte.



