O início de 2026 trouxe um cenário menos favorável para o etanol hidratado no Brasil. Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) mostram que o combustível registrou aumento de preços em 15 estados, elevando o valor médio nacional para R$ 4,49 por litro. Embora a alta pareça discreta, de 0,22%, ela compromete a competitividade frente à gasolina, que se manteve relativamente estável em várias capitais.

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O impacto foi ampliado pelo reajuste do ICMS sobre combustíveis, que pressionou o preço final do etanol em regiões tradicionalmente favoráveis ao biocombustível. A diferença regional é marcante: São Paulo registrou o menor preço, R$ 3,59, enquanto o Acre apresentou o maior, R$ 6,08. Tocantins teve a maior alta da semana, com avanço de 3,92%, chegando a R$ 5,04 por litro.
A tradicional regra dos 70% continua sendo referência para avaliar se o etanol compensa em relação à gasolina. Segundo especialistas, com motores flex mais modernos e eficientes, essa margem pode chegar a 73%. Na prática, o cálculo segue simples: se o preço do etanol for até 70% do valor da gasolina, ele é vantajoso; acima disso, a gasolina passa a ser mais econômica.
Mesmo em São Paulo, maior produtor de cana-de-açúcar do país, o etanol já opera no limite da competitividade. Em muitos postos da capital, a relação entre os combustíveis supera 71%, tornando a gasolina mais atrativa em termos de autonomia e custo por quilômetro rodado.
A conclusão é que abastecer em 2026 exige mais atenção e planejamento. Motoristas precisam observar preços regionais, aplicar a regra dos 70%, considerar o desempenho do veículo e acompanhar os efeitos dos impostos. O etanol ainda pode ser vantajoso em determinadas situações, mas deixou de ser a escolha automática que predominou em anos anteriores.
Com informações do News Motor.




