Por Emerson Pereira – Foto Jefferson Peixoto/PMS
O BRT Salvador alcançou 82% de aprovação entre seus usuários, segundo a edição 2025 da pesquisa nacional QualiÔnibus. O resultado reúne pessoas que se dizem satisfeitas ou muito satisfeitas com o serviço. O estudo é realizado pelo WRI Brasil e avalia a qualidade do transporte público em grandes cidades do país, como São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Belo Horizonte.
Os números mostram que o BRT representou um avanço importante no transporte por ônibus em Salvador, especialmente quando comparado ao sistema Integra. Enquanto o Integra opera, em grande parte, misturado ao trânsito comum e sofre com atrasos frequentes, o BRT passou a oferecer viagens mais rápidas e regulares, com corredores exclusivos e estações estruturadas, aproximando o serviço de um padrão mais moderno de transporte coletivo.
Entre os pontos mais bem avaliados pelos usuários estão o embarque em nível, que facilita o acesso de idosos, pessoas com deficiência e passageiros com mobilidade reduzida, além da circulação em faixas exclusivas, que ajuda a reduzir o tempo de viagem. Outro diferencial do sistema é a operação de ônibus elétricos, que contribuem para a redução da poluição e para a melhoria da qualidade do ar na cidade.
Atualmente, o BRT Salvador transporta mais de 2 milhões de passageiros por mês e já se consolidou como um dos principais eixos da mobilidade urbana da capital baiana, ligando áreas importantes da cidade com mais eficiência.
Para o secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza, a boa avaliação reflete a experiência diária de quem utiliza o sistema. “O BRT tem características que ajudam a diminuir o tempo de viagem, como o corredor exclusivo. Isso faz diferença na rotina de quem depende do transporte todos os dias. Nosso objetivo é seguir avançando e oferecer um serviço cada vez mais confortável”, afirma.
Além do desempenho do BRT, a pesquisa aponta uma melhora geral na percepção dos usuários sobre o transporte público de Salvador. De acordo com o levantamento, a satisfação com o sistema municipal cresceu 8%, levando em conta critérios como integração entre modais, conforto de estações e terminais, condições dos pontos de ônibus e formas de pagamento e recarga.




