O adeus aos hatches: por que eles estão saindo de cena no Brasil

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O mercado automotivo brasileiro em 2026 confirma uma tendência que vinha se desenhando há anos: a redução drástica da oferta de hatches compactos premium. Modelos que já foram sonho de consumo do brasileiro estão sendo deixados de lado pelas montadoras, que agora concentram esforços em SUVs e crossovers, segmentos mais rentáveis e alinhados às preferências atuais dos consumidores.

Foto: Divulgação.

A Toyota encerrou a produção do Yaris Hatch no fim de 2025 para abrir espaço na fábrica de Sorocaba (SP) ao Yaris Cross, SUV compacto híbrido que promete maior retorno financeiro. A Nissan seguiu caminho semelhante: após aposentar o March, decidiu não trazer a nova geração do Micra ao Brasil e lançou o SUV de entrada Nissan Kait, além de transformar o elétrico Leaf em SUV em sua nova geração. Já a Kia, que havia desistido do Rio após vendas modestas, hoje aposta quase exclusivamente em SUVs híbridos e elétricos, como Stonic, Sportage e EV6.

O movimento tem explicações claras. SUVs oferecem margens de lucro maiores, representam quase 40% das vendas totais no Brasil e atendem ao desejo do consumidor por posição de dirigir elevada e suspensão robusta. Além disso, adaptar motores antigos de hatches às novas regras de emissões do Proconve L8 tornou-se caro demais, levando as marcas a investir em plataformas novas de SUVs híbridos.

Os hatches que resistem, como Volkswagen Polo, Fiat Argo e Hyundai HB20, permanecem no mercado, mas com foco em frotistas e locadoras. Para o consumidor final, a migração para os utilitários parece definitiva. O “adeus aos baixinhos” simboliza não apenas uma mudança de gosto, mas também uma reestruturação profunda na estratégia das montadoras, que enxergam nos SUVs o futuro da mobilidade urbana brasileira.

Com informações do Garagem 360.

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