O Distrito Federal registra, em média, quatro prisões por dia relacionadas ao crime de embriaguez ao volante. Os dados, levantados pela Polícia Civil do DF em estudo conduzido pelo delegado Marco Antônio Farah de Mesquita, revelam a persistência de um problema que desafia autoridades e sociedade.

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Segundo o levantamento, entre 2024 e 2025 foram contabilizadas aproximadamente três mil prisões em flagrante. Em 2024, ocorreram 1.546 autuações; em 2025, o número foi semelhante, com 1.524 registros. A constância dos índices mostra que, apesar da rigidez da Lei Seca, o hábito de dirigir após consumir álcool continua presente no cotidiano da capital.
O delegado Mesquita, em artigo intitulado “A roleta russa no asfalto”, compara a conduta de quem bebe e assume o volante a um ato de risco deliberado, capaz de destruir famílias com a mesma gravidade de um crime pessoal. Para ele, a percepção equivocada de parte da sociedade, que encara a prática como uma fatalidade, precisa ser revista diante das consequências concretas.
Os números mensais de 2025 reforçam o cenário. Houve picos em março, junho e agosto, cada um com 144 prisões. Janeiro registrou 130 casos, fevereiro 129, abril 104, maio 113, julho 128, setembro 131, outubro 107, novembro 113 e dezembro 137. A regularidade dos índices demonstra que não se trata de episódios isolados, mas de um padrão que se repete ao longo do ano.
A discussão que se impõe é se a legislação atual, marcada pela Lei Seca, é suficiente para conter o problema ou se seriam necessárias medidas mais severas. O tema divide opiniões entre especialistas e autoridades, mas os dados indicam que a embriaguez ao volante permanece como uma ameaça constante à segurança viária no Distrito Federal.
Com informações do Garagem 360.



