CNH em risco: doenças que podem impedir renovação e suspender o direito de dirigir

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Foto: Divulgação.

Renovar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) pode parecer apenas uma questão burocrática de taxas e prazos, mas o processo envolve um ponto crucial: a avaliação médica. É nesse momento que condições de saúde relativamente comuns podem se tornar impeditivas para a continuidade do direito de dirigir.

De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), o exame de aptidão física e mental busca proteger não apenas o condutor, mas também terceiros nas vias. A frequência da avaliação varia conforme a idade: até 49 anos, a renovação ocorre a cada 10 anos; entre 50 e 69 anos, a cada 5 anos; e, a partir dos 70, a cada 3 anos. Se durante esse período o motorista desenvolver determinadas doenças, o médico perito pode classificá-lo como “inapto temporariamente” ou “inapto definitivamente”.

Principais doenças que podem barrar a renovação da CNH

1. Epilepsia e quadros convulsivos
A perda súbita de consciência representa alto risco ao volante. O diagnóstico de epilepsia não impede automaticamente a direção, mas crises não controladas sim. Para ser considerado apto, o condutor precisa comprovar, com laudo médico, que está em tratamento e sem crises há pelo menos um ano.

2. Doenças cardiovasculares graves
Arritmias complexas, síncopes, tonturas severas e risco de morte súbita são fatores que podem reprovar o exame. O perito avalia a capacidade funcional do coração antes de liberar a CNH.

3. Diabetes com hipoglicemias severas
O diabetes em si não é impeditivo, mas episódios de hipoglicemia grave podem causar confusão mental, visão turva e até desmaios. Motoristas com glicemia controlada renovam sem problemas; já aqueles com crises recentes podem ser considerados inaptos até estabilização do quadro.

4. Distúrbios psiquiátricos e saúde mental
Transtornos como esquizofrenia, transtorno bipolar não controlado e depressão severa podem comprometer julgamento e reflexos. Laudos psiquiátricos que comprovem estabilidade clínica são exigidos para a renovação.

5. Doenças neurológicas degenerativas
Condições progressivas como Parkinson e Alzheimer afetam coordenação motora, reflexos e cognição. Dependendo do estágio, o médico pode determinar que o condutor não possui condições mínimas para dirigir com segurança.

Conclusão

A reprovação no exame médico da CNH não é uma punição, mas uma medida de segurança viária. O objetivo é garantir que apenas motoristas com plena capacidade física e mental estejam habilitados a conduzir, protegendo vidas nas estradas. Por isso, manter acompanhamento médico regular e apresentar laudos atualizados é essencial para quem precisa renovar o documento sem surpresas.

Com informações do Garagem 360.

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