Salvador recebe aval federal para comprar 300 novos ônibus com recursos do BNDES

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Por Emerson Pereira – Foto Ascom Semob

O Governo Federal autorizou a concessão de garantia da União para que a Prefeitura de Salvador contrate um empréstimo de R$ 264 milhões junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), viabilizando um amplo processo de renovação da frota do transporte público da capital baiana.

A autorização foi formalizada por meio de despacho assinado pelo secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, que libera a operação de crédito entre o município e o banco federal. Com os recursos, a Prefeitura pretende adquirir cerca de 300 ônibus convencionais para o sistema Integra.

Os novos veículos serão equipados com ar-condicionado, recursos de acessibilidade e tecnologia compatível com o padrão ambiental Euro 6, que reduz a emissão de poluentes. A expectativa da gestão municipal é substituir os ônibus mais antigos da frota, melhorando as condições de viagem para os usuários e elevando o padrão ambiental do sistema.

Segundo a Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob), a assinatura do contrato deve ocorrer até o final deste ano ou, no máximo, nos primeiros dias de 2026. A previsão é que os primeiros ônibus comecem a ser entregues a partir de abril de 2026.

Em entrevista ao SóMob, o secretário de Mobilidade, Pablo Souza, ressaltou o caráter histórico da iniciativa. “Há quase 40 anos a Prefeitura não fazia a aquisição direta de ônibus. Estamos avançando na renovação do sistema convencional e promovendo uma renovação completa do STEC. É a maior aquisição da história da cidade”, afirmou.

Um dos pontos centrais do projeto é o modelo de propriedade dos veículos. Diferentemente do que ocorre atualmente, os ônibus comprados com esse financiamento serão patrimônio do município, e não das empresas operadoras do sistema Integra. Esse formato não era adotado desde a época da antiga Transur, empresa municipal que operou o transporte público de Salvador até meados da década de 1990. Desde então, o sistema passou a ser operado exclusivamente por empresas privadas.

Apesar do avanço representado pela medida, a Prefeitura ainda não detalhou como será feita a cessão ou o eventual aluguel desses veículos às empresas responsáveis pela operação do transporte urbano, informação considerada fundamental para a implementação prática do novo modelo.

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