Polícia de universidade nos EUA compra veículo voador elétrico de R$ 800 mil para testar patrulhamento aéreo

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Jetson ONE, batizado de Astro, chega a 102 km/h e tem autonomia de 20 minutos, mas ainda não pode participar de operações policiais por restrições da aviação americana

A polícia da Florida Polytechnic University, nos Estados Unidos, adquiriu um veículo voador elétrico de aproximadamente R$ 800 mil para avaliar o uso da tecnologia em atividades de segurança. Batizada de Astro, a aeronave é baseada no Jetson ONE, modelo eVTOL capaz de decolar e pousar verticalmente. Apesar da personalização com as cores de uma viatura, o equipamento ainda não está autorizado a realizar patrulhas operacionais.

Projetado para transportar apenas o piloto, o veículo tem cerca de 86 quilos, velocidade máxima de 102 km/h e autonomia aproximada de 20 minutos por carga. Cada unidade é comercializada por cerca de US$ 148 mil, valor equivalente a aproximadamente R$ 800 mil.

A aeronave utiliza propulsores elétricos e dispensa pistas convencionais para decolagem e pouso. A proposta da universidade é estudar como equipamentos compactos desse tipo poderiam contribuir para a observação de ruas, edifícios e áreas de difícil acesso.

O principal obstáculo, porém, é regulatório. Nos Estados Unidos, o Jetson ONE está enquadrado na categoria de aeronaves ultraleves da Administração Federal de Aviação (FAA). Essa classificação impõe restrições a voos sobre áreas povoadas e a operações noturnas, além de limitar o uso a atividades recreativas ou esportivas.

Por isso, a aquisição não significa que o Astro já possa ser empregado no policiamento. A universidade precisa obter as autorizações necessárias antes de considerar qualquer atividade operacional.

Além das exigências legais, a autonomia reduzida e a capacidade para apenas uma pessoa são limitações para o uso em missões de segurança. Por enquanto, o projeto tem caráter experimental e busca avaliar as possibilidades dos veículos elétricos de decolagem e pouso vertical no futuro do patrulhamento aéreo.

Fonte: Diário do Litoral