Modelo urbanístico aproxima moradias, comércios e serviços das estações de transporte público, enquanto o país mantém a indústria automotiva como setor estratégico
A China, maior mercado automotivo do mundo e uma das principais potências na exportação de veículos, está ampliando um modelo de planejamento urbano que busca reduzir a dependência dos carros particulares. A estratégia concentra moradias, empresas, escolas e comércios próximos a estações de metrô e trem, facilitando os deslocamentos por transporte público.
O conceito, conhecido como Transit-Oriented Development (TOD), ou desenvolvimento orientado ao transporte público, pretende diminuir congestionamentos, emissões de poluentes e a necessidade de longos trajetos diários. O planejamento também prevê mais espaços para pedestres, ciclovias e conexões entre diferentes meios de transporte.
A estratégia está presente em projetos de cidades como Shenzhen e Xiong’an. Embora o conceito já seja aplicado em lugares como Curitiba, no Brasil, Copenhague, na Dinamarca, e Tóquio, no Japão, a China tem investido na implementação em grande escala, apoiada pela expansão das redes urbanas de metrô e das ferrovias de alta velocidade.
O modelo contrasta com o planejamento urbano baseado na expansão de bairros distantes dos centros e de áreas comerciais acessíveis principalmente de carro. Ao aproximar serviços e moradias do transporte ferroviário, a proposta busca tornar os automóveis menos necessários na rotina, sem eliminá-los da circulação.
A mudança não significa abandonar a indústria automotiva, que continua estratégica para a economia chinesa. A proposta é alterar o papel dos veículos nas cidades, dando maior espaço ao transporte coletivo e a formas de deslocamento menos dependentes do carro particular.
Fonte: Xataka Brasil



