Água pode contaminar lubrificantes e provocar falhas que só aparecem dias ou semanas depois; inspeção preventiva ajuda a evitar danos mais graves
Atravessar uma rua alagada pode causar danos mecânicos que não aparecem imediatamente, mesmo quando o carro continua funcionando normalmente. A água pode contaminar o óleo do motor e os fluidos da transmissão, afetar componentes eletrônicos e provocar problemas que surgem dias ou semanas depois.
Segundo a Promax Bardahl, entre os sistemas que exigem atenção estão a lubrificação, o motor, o câmbio, os rolamentos e a injeção eletrônica. A mistura de água e óleo pode comprometer a proteção das peças metálicas, aumentar o atrito e acelerar o desgaste, chegando a provocar danos graves ao motor.
Outro risco é o calço hidráulico, que ocorre quando a água entra na câmara de combustão. Como não pode ser comprimida como o ar, ela pode causar empenamento de bielas e quebra de componentes internos. A entrada de água também pode prejudicar o sistema de admissão e comprometer sensores e outros componentes eletrônicos.
O câmbio e os rolamentos também podem ser afetados quando a água alcança esses conjuntos. A contaminação dos fluidos reduz a capacidade de lubrificação e proteção das peças, favorecendo a corrosão, o surgimento de ruídos e falhas mecânicas que podem elevar os custos de reparo.
Após atravessar uma área inundada, a recomendação é procurar uma oficina para verificar o óleo do motor, os fluidos da transmissão e dos freios, o sistema de admissão e os componentes eletrônicos. Mesmo sem sinais aparentes de defeito, a inspeção pode identificar problemas antes que evoluam. Em períodos de chuva intensa, o mais seguro é evitar vias alagadas.
Fonte: Revista Carro



