Estrutura de 1.294 metros liga Porto Murtinho (MS) a Carmelo Peralta e integra corredor rodoviário que pretende conectar o Atlântico aos portos do Pacífico
A ponte da Rota Bioceânica entre Porto Murtinho, em Mato Grosso do Sul, e Carmelo Peralta, no Paraguai, entrou na etapa final de acabamento, com ajustes nos cabos de sustentação, instalação de equipamentos de segurança e serviços de pavimentação. Apesar do avanço, a obra ainda não tem uma nova data definida para entrega.
A união das duas margens foi concluída em julho de 2026. Desde então, as equipes trabalham nos últimos componentes da estrutura. No lado brasileiro, os serviços incluem a regulagem da tensão dos cabos e a proteção das partes metálicas. Na margem paraguaia, os trabalhadores instalam tubulações para a fiação elétrica sob a ciclovia e constroem guias de concreto.
A fase de conclusão também prevê a retirada de andaimes, acabamentos nos mastros de sustentação, pavimentação das pistas e instalação de iluminação, sinalização e estruturas de proteção contra colisões e suicídios. O conjunto de intervenções deve preparar a ponte para as etapas finais antes da liberação do tráfego.
Com 1.294 metros de extensão, a estrutura integra o Corredor Rodoviário Bioceânico, projeto que busca conectar os portos brasileiros no Oceano Atlântico aos terminais chilenos no Pacífico, atravessando Paraguai e Argentina. A iniciativa pretende criar uma rota terrestre para o transporte de mercadorias entre os dois oceanos.
Do comprimento total, 632 metros correspondem ao trecho suspenso por cabos de aço. O vão principal tem 350 metros e foi projetado para permitir a passagem de embarcações de grande porte pelo rio Paraguai.
A entrega estava inicialmente prevista para maio de 2026, mas foi adiada por questões técnicas. Até o momento, as autoridades não divulgaram um novo cronograma para a conclusão da obra.
O investimento é estimado em US$ 103 milhões, equivalente a cerca de R$ 520 milhões. A construção é financiada pela Itaipu Binacional na parte paraguaia, sob responsabilidade do Ministério de Obras Públicas e Comunicações do Paraguai (MOPC). Os trabalhos são executados pelo Consórcio Binacional PYBRA.
Fonte: MOPC / Campo Grande News



