Preparador japonês troca motor V12 de Ferrari Testarossa por conjunto rotativo de 800 cv

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Projeto da RE Amemiya combina quatro rotores e dois turbocompressores em uma das modificações mais radicais do tuning japonês

Uma Ferrari Testarossa com motor rotativo de quatro rotores e dois turbocompressores, capaz de alcançar 800 cv, tornou-se um dos projetos mais ousados do tuning japonês. A transformação foi desenvolvida pelo preparador Isami Amemiya, da RE Amemiya, que substituiu o tradicional motor V12 do esportivo italiano por um conjunto inspirado na tecnologia usada em modelos da Mazda.

A criação foi apresentada no Salão do Automóvel de Tóquio de 2022 e chamou a atenção pela combinação inusitada entre um dos modelos mais emblemáticos da Ferrari e uma motorização associada à fabricante japonesa. A preparação não se limitou ao conjunto mecânico: quase toda a carroceria também foi modificada para dar ao veículo uma aparência exclusiva. Segundo informações divulgadas sobre o projeto, apenas as portas, o teto e o interior foram preservados.

O motor Wankel, conhecido como rotativo, funciona de maneira diferente dos propulsores convencionais. Em vez de pistões que se movimentam dentro de cilindros, utiliza rotores que giram em câmaras específicas para realizar as etapas de admissão, compressão, combustão e escape. Essa arquitetura permite construir motores compactos, leves e capazes de trabalhar em rotações elevadas.

A Mazda tornou essa tecnologia conhecida mundialmente com modelos como o RX-7 e o RX-8, equipados com motores de dois rotores. A fabricante também conquistou um marco nas competições com o 787B, carro de quatro rotores que venceu as 24 Horas de Le Mans em 1991, tornando-se o primeiro veículo japonês a ganhar a prova e o único vencedor equipado com motor rotativo.

Apesar das vantagens de tamanho e suavidade de funcionamento, os motores Wankel exigem manutenção cuidadosa e podem apresentar consumo elevado de óleo e combustível. A combinação de quatro rotores com dois turbocompressores na Ferrari preparada pela RE Amemiya amplia ainda mais a complexidade do conjunto, mas permite alcançar uma potência muito superior à proposta original do carro.

A modificação também reflete a tradição japonesa de preparações automotivas que vão além de ajustes convencionais de desempenho. Oficinas especializadas transformam modelos de diferentes fabricantes em projetos exclusivos, combinando alterações mecânicas, aerodinâmicas e visuais. Nesse caso, a união entre uma Ferrari italiana e uma solução mecânica associada à Mazda resultou em um esportivo praticamente único.

Fonte: Xataka Brasil

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