Seminovos de até 3 anos crescem em setembro enquanto mercado de usados recua

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Faixa mais jovem registrou 318.531 negociações, alta de 1,2% no mês; mercado de veículos usados caiu 1,6%

Os veículos seminovos com até três anos de fabricação foram os únicos, entre as faixas etárias acompanhadas, a registrar crescimento nas negociações em setembro. Foram 318.531 unidades comercializadas, alta de 1,2% em relação a agosto, enquanto o mercado de veículos usados como um todo recuou 1,6%.

No total, o setor movimentou 1.673.017 veículos no mês, contra 1.699.519 em agosto. A diferença foi de 26.502 negócios. Apesar da queda mensal, o acumulado de janeiro a setembro chegou a 14.205.505 negociações, crescimento de 5,4% em comparação com as 13.478.527 registradas no mesmo período de 2025.

A retração de setembro atingiu todas as principais categorias. Foram 1.031.538 automóveis negociados, queda de 1,2%; 196.777 comerciais leves, recuo de 2%; 369.440 motocicletas, baixa de 1,9%; e 39.986 veículos comerciais pesados, redução de 4,2%.

Além de liderar o crescimento mensal, os seminovos de até três anos também apresentam o melhor desempenho acumulado entre as faixas por idade, com avanço de 12,6% sobre o mesmo período de 2025. O resultado indica maior procura por veículos mais recentes, que podem oferecer equipamentos e tecnologias mais atuais por um preço inferior ao de um modelo zero-quilômetro.

O crescimento desse segmento, porém, não significa que a compra de qualquer seminovo represente necessariamente um bom negócio. Mesmo veículos com poucos anos de uso precisam passar por vistoria, consulta de histórico, verificação de manutenção e comparação de preços. A idade reduzida também não garante, por si só, que o veículo esteja em boas condições.

O desempenho dos seminovos contribuiu para manter positivo o mercado de usados em 2026, apesar da retração registrada em setembro. Com o acumulado do ano em alta, o setor segue próximo de estabelecer um novo recorde anual, enquanto a evolução dos veículos de até três anos mostra que consumidores continuam buscando alternativas mais novas ao carro zero-quilômetro.

Fonte: Garagem 360 / Fenauto

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