Ambulância solar leva exames e atendimento médico a regiões remotas

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Protótipo desenvolvido por estudantes da Holanda funciona como clínica móvel, realiza exames e percorreu mais de 800 quilômetros em testes no Quênia

Uma ambulância equipada com painéis solares está sendo testada para levar atendimento médico a comunidades distantes de hospitais e sem acesso regular à eletricidade. Batizado de Stella Juva, o veículo foi desenvolvido por estudantes da Universidade Técnica de Eindhoven, na Holanda, e combina mobilidade elétrica com equipamentos para diagnóstico e atendimento de saúde.

O projeto foi colocado à prova em agosto na região de Narok, no Quênia, em parceria com a Amref Health Africa. Durante os testes, a equipe percorreu mais de 800 quilômetros por estradas asfaltadas e trechos sem pavimentação. Em um dos deslocamentos, o veículo levou seis horas para chegar a Mosiro, uma localidade remota sem fornecimento de energia elétrica.

A estrutura do Stella Juva permite que os próprios painéis solares instalados no teto produzam energia durante os deslocamentos. Quando está estacionado, o veículo pode ampliar a captação por meio de placas que se estendem lateralmente. Uma bateria de 50 kWh mantém os equipamentos funcionando mesmo quando não há luz solar.

A energia disponível pode alimentar aparelhos como equipamento portátil de raios X, ultrassom e desfibrilador externo automático, além de sistemas de refrigeração para vacinas. Segundo os responsáveis pelo projeto, durante um dos testes, a geração solar foi superior ao consumo dos equipamentos médicos utilizados enquanto o veículo permanecia parado.

O sistema também foi projetado para permitir longos deslocamentos. De acordo com as estimativas dos criadores, o veículo pode alcançar autonomia de até 715 quilômetros em condições favoráveis e velocidade máxima próxima de 120 km/h. A proposta é transformar o veículo em uma espécie de unidade de saúde móvel, capaz de chegar a locais onde a instalação de uma estrutura médica convencional seria mais difícil.

Durante os testes no Quênia, o protótipo enfrentou também as dificuldades do terreno. Em um dos trajetos, uma barra de direção se rompeu, mas a peça pôde ser substituída em cerca de meia hora, permitindo que a equipe continuasse a viagem. A experiência serviu para avaliar não apenas a capacidade energética do veículo, mas também sua resistência em condições reais de operação.

Fonte: Xataka Brasil / Solar Team Eindhoven / Amref Health Africa / Euronews

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