Ferrari doada pelo piloto Gerhard Berger virou carro de resgate por 24 anos em circuitos da Itália

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Ferrari 348 doada por Gerhard Berger após acidente em Ímola foi adaptada para atuar nos circuitos italianos entre 1990 e 2014; paradeiro atual é desconhecido

Uma Ferrari 348 teve uma trajetória incomum nos autódromos da Itália. Em vez de participar de corridas, o esportivo foi transformado em veículo de serviço para atender ocorrências nas pistas e permaneceu nessa função durante 24 anos, de 1990 a 2014.

A história começou em 1989, durante o GP de San Marino, realizado no circuito de Ímola. O então piloto da Ferrari, o austríaco Gerhard Berger, sofreu um forte acidente na curva Tamburello. O carro bateu contra o muro e pegou fogo. A equipe de resgate CEA Squadra Corse chegou ao local em aproximadamente 20 segundos e conseguiu retirar o piloto do veículo.

Como forma de agradecimento pelo trabalho dos socorristas, Berger doou uma Ferrari para ser utilizada nas operações de resgate. A escolha recaiu sobre a recém-lançada 348 tb, equipada com um motor V8 3.4 F119. O modelo também ficou marcado por ter sido o último carro aprovado por Enzo Ferrari antes da morte do fundador da fabricante.

A Ferrari adaptada passou a acompanhar as atividades nos circuitos de Monza e Ímola. O veículo era utilizado nas primeiras voltas dos Grandes Prêmios realizados nesses autódromos, ficando à disposição para intervenções rápidas em caso de acidentes ou outras ocorrências durante as provas.

Mesmo depois da chegada do Mercedes como medical car oficial da Fórmula 1, a Ferrari de serviço continuou circulando pelos autódromos italianos. Sua participação se estendeu até 2014, encerrando um período de quase um quarto de século em uma função bastante diferente daquela para a qual um modelo da marca normalmente é associado.

O paradeiro da Ferrari 348 atualmente é desconhecido. Uma das versões é que o carro teria sido vendido para uma coleção particular, possibilidade que provocou críticas por se tratar de um veículo originalmente doado por Berger como reconhecimento pelo resgate. Desde que deixou os circuitos, porém, não há registro público conhecido que permita determinar com certeza onde o exemplar está.

Fonte: Terra / Parabólica / Autodromo Enzo e Dino Ferrari

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