Japão usa emblema para identificar motoristas idosos

0
21

O Japão adota desde 1997 um emblema específico para identificar motoristas idosos e alertar os demais condutores sobre a presença de uma pessoa mais velha ao volante. A medida faz parte das iniciativas do país para lidar com o envelhecimento da população e o aumento do número de motoristas idosos.

Conhecido como emblema Kōreisha, o adesivo ou ímã deve ser exibido por motoristas com 75 anos ou mais, tanto na parte dianteira quanto na traseira do veículo. Para quem tem 70 anos ou mais, a utilização é incentivada quando a idade puder afetar a condução.

O objetivo é permitir que os demais motoristas reconheçam a presença de um condutor idoso e tenham maior atenção e paciência no trânsito. A medida considera que alterações relacionadas à idade, como redução do tempo de reação e da visão, podem afetar a capacidade de dirigir.

O emblema passou por mudanças desde sua criação. A versão original, lançada em 1997, trazia uma folha de momiji, símbolo associado às folhas de bordo, nas cores laranja e amarela. O desenho acabou recebendo críticas porque a imagem de uma folha prestes a cair poderia ser interpretada de maneira negativa em relação ao envelhecimento.

Atualmente, o emblema utiliza um trevo de quatro folhas. Além da função de identificação, veículos que exibem a marca podem utilizar vagas de estacionamento reservadas para motoristas idosos.

O Japão também possui uma identificação específica para motoristas iniciantes. O emblema shoshinsha, conhecido como marca wakaba ou “folha jovem”, é verde e amarelo e deve ser exibido durante o primeiro ano após a obtenção da habilitação.

O crescimento da população idosa tornou a questão mais relevante no país. Segundo dados da Agência Nacional de Polícia do Japão citados pelo Fórum Econômico Mundial, o número de motoristas com 65 anos ou mais passou de aproximadamente 7,89 milhões em 2003 para 19,84 milhões em 2023, um aumento de cerca de 2,5 vezes.

As medidas japonesas não se limitam aos emblemas. Motoristas com 70 anos ou mais precisam concluir um curso de segurança viária para renovar a habilitação. A partir dos 75 anos, há exigências adicionais, como avaliação cognitiva e teste prático de direção.

Quando a avaliação cognitiva aponta possíveis sinais de demência, é necessária uma avaliação médica. Um diagnóstico de demência impede a renovação da habilitação. Desde 2022, motoristas com 75 anos ou mais que tenham cometido uma das 11 infrações de trânsito específicas também precisam refazer o teste completo de direção para renovar a carteira.

A combinação entre identificação visual, avaliações periódicas e exigências adicionais busca adaptar a segurança viária japonesa ao envelhecimento da população.

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here