Simpar vende operação no Porto de Aratu para gigante filipina por R$ 1,8 bilhão

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A Simpar anunciou a venda de 100% da CS Porto Aratu, controladora dos terminais ATU-12 e ATU-18, no Porto de Aratu, na Bahia, para a ICTSI Americas B.V., subsidiária da operadora portuária filipina International Container Terminal Services (ICTSI). A transação foi fechada por um enterprise value de R$ 1,8 bilhão e ainda depende das aprovações regulatórias, incluindo do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e da Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba). 

Segundo a Simpar, o negócio é composto por R$ 750 milhões em equity value e cerca de R$ 1 bilhão em dívida líquida. Do valor destinado aos acionistas, R$ 650 milhões serão pagos no fechamento da operação e R$ 100 milhões serão quitados em até 18 meses, condicionados ao cumprimento de metas previstas em contrato (earn-out). 

Os terminais negociados movimentam grãos, fertilizantes e outros granéis sólidos, atendendo principalmente ao corredor logístico do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), uma das principais fronteiras agrícolas do país. Após investimentos de aproximadamente R$ 900 milhões realizados pela Simpar desde 2020, a capacidade operacional dos ativos foi ampliada para 9,5 milhões de toneladas por ano, com infraestrutura apta a receber navios do tipo Panamax e potencial para operações com embarcações Post-Panamax. 

A aquisição fortalece a presença da ICTSI no Brasil. A companhia, considerada uma das maiores operadoras portuárias independentes do mundo, já administra terminais no Porto de Suape (PE) e no Porto do Rio de Janeiro. Com a incorporação do Porto de Aratu, amplia sua atuação na logística de exportação e importação ligada ao agronegócio brasileiro. 

Para a Simpar, a venda faz parte da estratégia de reciclagem de ativos e de redução da alavancagem financeira. A companhia destaca que a operação permite monetizar um ativo desenvolvido nos últimos anos, liberando recursos para novos investimentos e fortalecendo sua estrutura de capital. Analistas de mercado avaliam que a negociação também evidencia o valor dos ativos de infraestrutura do grupo. 

Fonte: AgFeed

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