Engenharia em microescala: após 65 anos, ciência consolida o menor motor elétrico do mundo

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O campo da nanotecnologia e da engenharia eletromecânica de precisão alcançou um feito histórico com a entrada em funcionamento definitivo do menor motor elétrico do mundo. A conquista ocorre após mais de 65 anos de tentativas infrutíferas de cientistas e pesquisadores ao redor do globo, que esbarravam nas leis da física quântica e nas dificuldades extremas de montagem de componentes moleculares.

O nível de miniaturização do dispositivo é tão radical que o engenheiro responsável pelo projeto relatou que mal conseguia respirar próximo à bancada de montagem em laboratório, uma vez que o deslocamento de ar de uma respiração comum era suficiente para fazer o micromotor voar e se perder no ambiente.

O funcionamento bem-sucedido do motor baseia-se na manipulação de átomos e moléculas individuais dispostos de forma a criar um rotor estável, impulsionado por correntes elétricas de escala infinitesimal geradas por microscópios de varredura por tunelamento. Diferente dos motores de indução eletromagnética convencionais que movem trens, indústrias e carros elétricos, o microdispositivo opera utilizando a atração e repulsão eletrostática em nível atômico.

Superar a barreira do atrito molecular e garantir que o rotor mantivesse uma rotação contínua sem sofrer desintegração térmica foi o maior avanço técnico da equipe, consolidando um conceito que até então habitava apenas as páginas da física teórica.

As aplicações práticas dessa inovação na medicina e na computação de alta performance são consideradas revolucionárias pelos especialistas em tecnologia. O motor em microescala poderá ser utilizado no futuro para propelir nanorrobôs na corrente sanguínea de pacientes, permitindo a entrega cirúrgica de medicamentos diretamente em células cancerígenas ou a desobstrução de artérias entupidas sem a necessidade de procedimentos cirúrgicos invasivos.

O avanço estabelece um novo patamar para a fabricação de microssensores em dispositivos eletrônicos inteligentes e abre caminho para uma nova era da bioengenharia, onde a energia elétrica gerencia processos mecânicos no interior das menores estruturas da matéria viva.

Fonte: Terra Mobilidade

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