Indústria de ônibus registra produção de 2.520 unidades em abril com liderança da Caio

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A produção de carrocerias de ônibus no Brasil apresentou números expressivos em abril de 2026, atingindo o total de 2.520 unidades fabricadas. Segundo o relatório mensal da Fabus (Associação Nacional dos Fabricantes de Ônibus), divulgado nesta terça-feira, 12, o setor demonstra uma recuperação sólida, impulsionada pela renovação de frotas urbanas e pela alta demanda no segmento de fretamento.

No ranking de fabricantes, o grupo comandado pela Caio Induscar manteve a liderança isolada, concentrando a maior fatia da produção nacional, seguida por outras marcas de relevância como a Neobus e a Ciferal, que agora operam com foco em nichos específicos de mobilidade urbana e exportação.

A análise técnica da produção revela que o segmento de ônibus urbanos continua sendo o motor do setor, representando mais de 60% do total produzido no mês. A demanda foi impulsionada por programas de modernização de sistemas de transporte em capitais que buscam veículos com maior acessibilidade e tecnologias de baixa emissão. No segmento de rodoviários, a produção também mostrou resiliência, com unidades de alto valor agregado destinadas a operadoras que atuam em linhas de longa distância.

O relatório aponta que a estabilidade no fornecimento de chassis e a melhora nos prazos de entrega de componentes eletrônicos permitiram que as fábricas de Botucatu (SP) e de outras regiões operassem próximas à capacidade total durante o primeiro quadrimestre.

Um dado relevante do relatório da Fabus é a destinação das unidades: enquanto o mercado interno absorveu a maior parte da produção para atender contratos de concessão, as exportações para países da América Latina registraram um crescimento moderado. O setor encerra abril com uma projeção otimista para o restante de 2026, fundamentada no ciclo de substituição de veículos com mais de dez anos de uso em operação.

A competitividade entre as encarroçadoras tem forçado a implementação de designs mais aerodinâmicos e materiais leves, visando reduzir o consumo de combustível e os custos operacionais das frotas, consolidando a indústria nacional como referência global em transporte de massa.

Fonte: Ônibus & Transporte

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