Túnel submerso de R$ 6,8 bilhões promete transformar a mobilidade na Baixada Santista

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O Brasil se prepara para construir o primeiro túnel submerso da América Latina, uma megaobra de R$ 6,8 bilhões que promete transformar a mobilidade e a logística entre Santos e Guarujá, na Baixada Santista. O projeto prevê uma estrutura de 1,5 quilômetro de extensão, incluindo 870 metros submersos sob o canal do Porto de Santos, com capacidade para reduzir travessias que hoje podem ultrapassar uma hora para apenas dois minutos.

A obra terá seis faixas de rolamento, sendo três em cada sentido, além de espaço destinado a pedestres, ciclistas e sistemas de segurança. O objetivo é eliminar a dependência das balsas que hoje fazem a ligação entre as cidades e que frequentemente enfrentam filas extensas, especialmente em períodos de alta demanda.

O impacto logístico é considerado estratégico porque o Porto de Santos movimenta cerca de 186,5 milhões de toneladas de cargas por ano, sendo o maior complexo portuário da América Latina. A nova conexão deve reduzir gargalos operacionais, encurtar trajetos em até 45 quilômetros e melhorar o fluxo de caminhões e mercadorias na região.

A concessão foi arrematada em setembro de 2025 pela empresa portuguesa Mota-Engil, dentro de uma Parceria Público-Privada (PPP) com duração prevista de 30 anos. O modelo combina investimentos da iniciativa privada com aportes do governo federal e do governo do estado de São Paulo.

Além do impacto econômico, o túnel representa uma mudança histórica na infraestrutura brasileira. O país nunca construiu uma estrutura submersa desse porte, tecnologia já utilizada em regiões como Europa e Ásia para atravessar canais e áreas portuárias sem interferir no tráfego marítimo.

O projeto também busca melhorar a mobilidade urbana da Baixada Santista, reduzindo tempo de deslocamento de trabalhadores e moradores que dependem diariamente da ligação entre Santos e Guarujá. A expectativa é que a obra reduza congestionamentos, aumente a eficiência logística e fortaleça a competitividade do principal porto brasileiro.

Fonte: Click Petróleo e Gás

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