O avanço da micromobilidade — com bicicletas elétricas e patinetes — está transformando o perfil das vítimas no trânsito brasileiro. Em algumas cidades, como o Rio de Janeiro, os acidentes com esses veículos praticamente triplicaram, refletindo a rápida adoção desses modais.
Dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade indicam uma mudança estrutural: as mortes deixam de se concentrar em ocupantes de veículos e passam a atingir usuários vulneráveis. Hoje, pedestres, ciclistas e motociclistas representam a maioria das vítimas, com destaque para jovens entre 15 e 29 anos.
A micromobilidade surge como solução para deslocamentos curtos, reduzindo congestionamentos e poluição. No entanto, a falta de infraestrutura adequada — como ciclovias e regulamentação — aumenta o risco de acidentes, especialmente na convivência com veículos maiores.
Especialistas alertam que o problema não está na tecnologia, mas na adaptação das cidades. O sistema viário brasileiro ainda é voltado para carros, o que expõe usuários mais frágeis a riscos elevados.
O desafio agora é equilibrar inovação e segurança, com políticas públicas que priorizem redução de velocidade, planejamento urbano e proteção aos usuários mais vulneráveis.
Fonte: Portal do Trânsito



