Gasolina chega a R$ 7,50 em Recife

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O preço da gasolina voltou a gerar preocupação entre motoristas após o litro atingir até R$ 7,50 em alguns postos de combustíveis em Recife, capital de Pernambuco. O aumento ocorreu mesmo sem anúncio recente de reajuste nas refinarias da Petrobras, reacendendo o debate sobre a formação dos preços dos combustíveis durante os governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Bolsonaro.

A alta chamou atenção após fiscalizações do Procon Recife, que autuou 12 postos de combustíveis nas zonas Norte e Sul da cidade por suspeita de aumento considerado injustificado. Consumidores relataram reajustes rápidos nas bombas, mesmo sem alteração oficial nos preços praticados pelas refinarias. Segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o preço médio da gasolina em Pernambuco era de R$ 6,52 em fevereiro, o que indica que alguns estabelecimentos passaram a cobrar cerca de R$ 1 a mais por litro em poucos dias.

A Petrobras informou que não realizou aumentos recentes nos combustíveis vendidos às distribuidoras, destacando que o último reajuste foi uma redução anunciada em janeiro. A estatal também ressaltou que não define o preço final pago pelo consumidor, já que sua atuação envolve principalmente produção de petróleo, refino e venda às distribuidoras, enquanto postos e empresas do setor definem margens e valores finais no mercado.

Representantes do setor afirmam que a variação ocorre porque o mercado brasileiro de combustíveis opera em regime de livre concorrência, permitindo que distribuidoras e revendedores ajustem preços conforme custos logísticos, estratégias comerciais e condições de oferta e demanda.

O governo federal atribui parte da pressão nos preços ao cenário internacional do petróleo, marcado por tensões geopolíticas e volatilidade no mercado global de energia. Nos últimos meses, o barril de petróleo chegou a ultrapassar US$ 110, antes de recuar para cerca de US$ 90, movimento que influencia diretamente o custo dos combustíveis no país, especialmente porque o Brasil ainda importa parte dos derivados de petróleo.

A comparação com o período do governo Bolsonaro também voltou ao debate público. Dados da ANP indicam que o maior preço médio da gasolina comum no país chegou a R$ 8,99 entre maio e junho de 2022, enquanto a gasolina aditivada alcançou R$ 9,28 em julho do mesmo ano.

Diante das variações recentes, órgãos de fiscalização intensificaram o monitoramento do mercado. A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) solicitou ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) análise sobre possíveis práticas anticoncorrenciais no setor. Paralelamente, o Ministério Público de Pernambuco foi acionado para avaliar se houve aumento abusivo ou irregularidades na formação dos preços em postos da capital pernambucana.

Enquanto as investigações avançam, motoristas continuam acompanhando as oscilações nas bombas, influenciadas por fatores como preço internacional do petróleo, custos de distribuição e decisões comerciais das empresas do setor.

Fonte: TV Foco

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