Por Emerson Pereira – Foto Carol Garcia/GOVBA
A mudança da Rodoviária de Salvador para a região de Águas Claras não altera apenas o endereço do principal terminal rodoviário do estado. A transferência também provoca mudanças importantes nos nomes de estações de metrô e terminais de ônibus da capital, exigindo atenção redobrada dos passageiros que utilizam o transporte público no dia a dia.
Com a reconfiguração do sistema, a atual “Estação Rodoviária” do metrô, localizada ao lado da antiga rodoviária, deixa de carregar essa denominação. Tanto a estação quanto o terminal de ônibus anexo passam a se chamar “Iguatemi”, sendo identificados como “Estação Iguatemi” e “Terminal Iguatemi”. A mudança busca alinhar a nomenclatura à realidade territorial da área, tradicionalmente associada ao polo comercial do Iguatemi e ao entorno da Avenida ACM.
Enquanto isso, o nome “Estação Rodoviária” passa a identificar a estação do metrô que hoje é chamada de “Águas Claras”, que se torna o principal ponto de acesso ao novo terminal rodoviário de Salvador. A alteração reforça o papel estratégico da estação dentro da nova configuração da mobilidade urbana, conectando o sistema metroviário à rodoviária instalada fora do eixo central da cidade.
As mudanças, no entanto, podem ir além do metrô. O terminal de ônibus urbano que opera ao lado da nova rodoviária é atualmente denominado “Terminal Águas Claras”, mas há a expectativa de que ele também seja rebatizado. Caso o governo adote o mesmo padrão, o equipamento poderá passar a ser identificado como “Terminal Rodoviária” nas linhas que atendem a região, o que implicaria ajustes em letreiros, aplicativos e sistemas de informação ao usuário.
O Portal SóMob procurou a Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob) para saber se haverá alterações oficiais na nomenclatura das linhas que atendem o Terminal Águas Claras e se existe um cronograma para essas mudanças. Até a publicação desta matéria, não houve retorno.
Embora a proposta seja tornar o sistema mais coerente com a nova localização da rodoviária, a transição exige cuidado na comunicação com os usuários. Mudanças de nome, quando não bem sinalizadas, podem gerar dúvidas e confusão, especialmente em um sistema de transporte que já concentra múltiplos modais e integrações diárias.




