O mercado de crédito automotivo brasileiro encerrou 2025 com o maior volume de operações em 14 anos. Foram 7,3 milhões de veículos financiados, segundo dados da B3, representando um crescimento de 2% em relação a 2024 e consolidando o terceiro ano consecutivo de alta. Mesmo com juros elevados, o parcelamento segue como principal motor das vendas.

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Crescimento regional
- Nordeste: +12,3% (19,5% de participação)
- Norte: +9,8% (7,9% de participação)
- Sudeste: estável (41,9% de participação)
- Sul: estável (20,2% de participação)
- Centro-Oeste: estável (10,6% de participação)
O destaque foi o avanço acelerado nas regiões Norte e Nordeste, enquanto Sudeste e Sul mantiveram estabilidade.
Carros usados e motos em alta
Os veículos usados lideraram os financiamentos, com 4,6 milhões de unidades, contra 2,6 milhões de zero-quilômetro. As motocicletas também tiveram crescimento expressivo, com 1,9 milhão de unidades financiadas, alta de 11,3%. São Paulo, Pará e Minas Gerais foram os estados que mais impulsionaram esse segmento.
Quanto custa financiar um carro
Em novembro de 2025, a taxa média de financiamento para pessoa física foi de 26,61% ao ano (aproximadamente 1,99% ao mês).
Exemplo de simulação para uma Fiat Strada (preço estimado de R$ 125.000):
- Entrada: R$ 25.000 (20%)
- Valor financiado: R$ 100.000
- Prazo: 48 meses
- Taxa mensal: 1,99%
- Parcela mensal: cerca de R$ 3.200
- Valor total pago em 4 anos: R$ 153.000
- Custo final do veículo (entrada + financiamento): R$ 178.000
Nesse cenário, o consumidor paga mais de R$ 53.000 apenas em juros e encargos.
Condições oferecidas pelas montadoras
- Fiat: prazos de 36 a 72 meses, entrada mínima de 10%.
- Volkswagen: planos convencionais em até 60 parcelas via VW Financial Services.
- Chevrolet: programa “Chevrolet Sempre”, com prazos de 24, 36 ou 48 meses e entrada entre 20% e 30%.
- Ford: contratos de até 48 meses pelo programa “Ford Sempre”, com foco na renovação programada.
Conclusão
O financiamento continua sendo a principal forma de aquisição de veículos no Brasil, mas exige planejamento financeiro. O valor da entrada é determinante para reduzir o custo final, já que quanto maior o aporte inicial, menores os juros acumulados e as parcelas mensais. O recorde de 2025 mostra que, mesmo diante de taxas altas, o crédito segue como ferramenta essencial para manter o mercado automotivo aquecido.
Com informações do Garagem 360.



