O Congresso dos Estados Unidos se prepara para votar, em 13 de janeiro, um projeto de lei que pode acelerar a circulação em massa de veículos totalmente autônomos. A proposta prevê liberar até 90 mil unidades por fabricante ao ano, número muito superior ao limite atual de 2.500 imposto pela NHTSA, órgão de segurança viária.

Foto: Divulgação.
A medida busca encerrar anos de estagnação legislativa e permitir que tecnologias como os robotáxis avancem do estágio de testes para operação comercial em larga escala. Além disso, o projeto pretende eliminar exigências consideradas obsoletas, como a obrigatoriedade de espelhos retrovisores em carros sem volante ou pedais.
Defensores e críticos
- Defensores afirmam que a flexibilização é essencial para manter os EUA na liderança tecnológica frente a outros países.
- Críticos alertam para riscos de segurança, especialmente em um momento de desconfiança pública diante de falhas de software em veículos autônomos.
O dilema político
O debate expõe uma contradição em Washington. De um lado, legisladores tentam criar normas federais para veículos de alta tecnologia. De outro, há um movimento paralelo, apoiado pelo governo Trump, que defende carros mais simples e baratos, com menos exigências de economia de combustível e incentivo à importação de modelos básicos, como os kei cars japoneses.
O embate reflete duas visões distintas para o futuro da mobilidade: a expansão das frotas robotizadas e a valorização de veículos acessíveis e mecânicos, voltados ao consumidor tradicional.
Com informações do Garagem 360.



