Viajar de carro elétrico ou híbrido já não é mais uma experiência experimental. Em 2025, milhares de brasileiros incorporaram os veículos eletrificados à rotina, e a expansão da infraestrutura de recarga nas rodovias consolidou a mobilidade elétrica como realidade. O desafio agora não é saber se é possível viajar, mas como manter eficiência, autonomia e segurança, especialmente no verão, quando o calor intenso e o peso extra das bagagens colocam o sistema à prova.

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1. Gestão da bateria: planejamento começa antes da estrada
No uso urbano, recomenda-se manter a carga entre 20% e 80% para preservar a vida útil das células. Em viagens longas, porém, a estratégia muda: o ideal é iniciar o percurso com 100% de carga. Outro ponto crucial é verificar se o software do veículo está atualizado, já que muitas montadoras liberam pacotes de otimização térmica antes das férias para melhorar o desempenho sob altas temperaturas.
2. Ar-condicionado e peso: vilões controláveis da autonomia
Ao contrário do senso comum, o ar-condicionado não é o principal responsável pela queda de autonomia. Sistemas modernos são eficientes e consomem menos energia mantendo a temperatura estável do que rodar com janelas abertas em alta velocidade. Já o peso adicional de malas e passageiros pode reduzir a autonomia em 10% a 15%, exigindo atenção no planejamento das paradas de recarga.
3. Comportamento em diferentes cenários
- Engarrafamentos: vantagem para elétricos e híbridos, que consomem energia mínima sem marcha lenta.
- Velocidade constante acima de 100 km/h: maior esforço aerodinâmico e menor regeneração, elevando o consumo.
- Calor extremo acima de 35 °C: o sistema de gerenciamento térmico trabalha mais para proteger a bateria, com impacto moderado.
4. Planejamento de recarga: segredo da viagem tranquila
A rede de carregadores rápidos em rodovias já suporta recargas frequentes sem comprometer a bateria. Ainda assim, especialistas recomendam:
- Priorizar hospedagens com “destination charging”, como hotéis com carregadores ou tomadas aterradas.
- Evitar improvisos com extensões domésticas ou adaptadores sem certificação, que podem superaquecer.
5. Atenção aos sinais de alerta
Redução súbita de potência (modo “tartaruga”), mensagens de erro no sistema de alta tensão ou ruídos incomuns durante a recarga são sinais de que algo não está certo. Nessas situações, é essencial parar em local seguro e acionar assistência técnica especializada.
Conclusão
Viajar com carros elétricos ou híbridos em 2026 é seguro, econômico e sustentável — desde que haja planejamento. Antecipar cenários, respeitar os limites do veículo e usar a tecnologia a favor da viagem são passos fundamentais para evitar imprevistos. A mobilidade elétrica já não é promessa de futuro: é realidade presente nas estradas brasileiras.
Com informações do News Motor.



