Com a popularização dos veículos elétricos e híbridos, uma questão tornou-se central: o que fazer com as baterias usadas? A resposta já está em prática: elas podem e devem ser recicladas. A indústria automotiva e empresas especializadas vêm transformando esse desafio em oportunidade para a economia circular, reduzindo impactos ambientais e garantindo reaproveitamento de materiais valiosos.

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Como funciona a reciclagem
- Baterias de chumbo-ácido (presentes em carros a combustão): o processo é consolidado e altamente eficiente.
- O plástico da carcaça é moído e reaproveitado.
- O chumbo é derretido e refinado em lingotes para novas baterias.
- O ácido sulfúrico é neutralizado ou convertido em sulfato de sódio, usado em detergentes e vidros.
- Resultado: até 99% dos materiais são recuperados.
- Baterias de íon-lítio (usadas em elétricos): o processo é mais recente e ainda em evolução.
- Hidrometalurgia: solventes químicos dissolvem metais como lítio, cobalto e níquel, que são purificados.
- Pirometalurgia: componentes são derretidos em altas temperaturas para separar os metais.
- O produto final é a chamada “massa negra”, pó metálico rico em metais nobres, reutilizado na fabricação de novas baterias.
Exemplos práticos
- Brasil: empresas já atuam na reciclagem de baterias de lítio de eletrônicos e se preparam para atender ao setor automotivo.
- Mundo: a canadense Li-Cycle desenvolveu tecnologia de hidrometalurgia e firmou parcerias com grandes montadoras para garantir fluxo contínuo de baterias usadas.
Papel da legislação
No Brasil, a Política Nacional de Resíduos Sólidos prevê a logística reversa, obrigando fabricantes, importadores e comerciantes a dar destino ambientalmente correto às baterias. A medida reforça a responsabilidade compartilhada e incentiva práticas sustentáveis.
Conclusão
A reciclagem de baterias não é apenas uma solução ambiental, mas um pilar estratégico da transição energética. Ao recuperar materiais e reduzir a dependência da mineração, o setor automotivo avança rumo a um futuro mais verde e eficiente. Para consumidores, a conscientização sobre o descarte correto é tão importante quanto a escolha de veículos mais limpos.
A questão agora não é se devemos reciclar, mas como acelerar esse processo para garantir sustentabilidade e segurança nas próximas décadas.
Com informações do Garagem 360.



