SUVs populares aceleram desvalorização e podem gerar perdas acima de R$ 30 mil no primeiro ano

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A compra de um SUV zero quilômetro, tradicionalmente associada à segurança e valorização, tem se mostrado um investimento arriscado no curto prazo. Em 2026, alguns modelos passaram a registrar desvalorização de até 20% já no primeiro ano, o que pode representar perdas superiores a R$ 30 mil logo após a saída da concessionária. O fenômeno reflete mudanças estruturais no mercado automotivo brasileiro, que se tornou mais competitivo e imprevisível.

Entre os modelos mais afetados estão veículos com forte presença no mercado nacional. O Chevrolet Tracker, por exemplo, pode perder mais de 18% em 12 meses, pressionado pelo alto volume de vendas diretas e presença em locadoras, o que aumenta a oferta no mercado de usados. Já o Toyota Corolla Cross, historicamente associado à boa revenda, passou a registrar quedas entre 14% e quase 20%, indicando que nem mesmo marcas consolidadas conseguem mais segurar o valor como antes.

Outros modelos também acompanham essa tendência. O Renault Duster apresenta desvalorização próxima de 15%, influenciada por um projeto considerado menos atualizado tecnologicamente. O Volkswagen T-Cross, especialmente nas versões de entrada, pode atingir perdas semelhantes, impulsionado pelo alto volume de unidades disponíveis no mercado. De forma geral, SUVs populares como Creta e Nivus variam entre 7% e 15% de queda, reforçando um cenário de pressão sobre os preços.

Esse movimento é resultado de uma combinação de fatores. O aumento da oferta de veículos usados, promoções frequentes no mercado de zero quilômetro, entrada de novas marcas com preços agressivos e a constante renovação de modelos criam um efeito cascata. Na prática, quando o carro novo fica mais barato, o seminovo precisa acompanhar a queda para permanecer competitivo.

O impacto no bolso do consumidor é direto, especialmente para quem troca de veículo com frequência. A desvalorização no primeiro ano é a mais intensa de todo o ciclo do carro, transformando uma compra aparentemente segura em prejuízo imediato. Por outro lado, quem permanece mais tempo com o veículo tende a diluir essa perda ao longo dos anos. Ainda assim, o cenário reforça a importância de analisar não apenas o preço de compra, mas também o comportamento de revenda antes de fechar negócio.

Fonte: Garagem360

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