Ataques no Oriente Médio fazem petróleo disparar a US$ 119 e ampliam instabilidade global

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Barrels of oil on the high seas, created with Generative AI technology

A escalada de ataques a infraestruturas energéticas no Oriente Médio provocou uma forte turbulência no mercado internacional, levando o barril do petróleo tipo Brent a atingir US$ 119 na manhã desta quinta-feira (19), antes de recuar para US$ 108 após sinalizações de intervenção dos Estados Unidos. O movimento evidencia o impacto imediato de conflitos geopolíticos sobre a oferta global de energia e os preços dos combustíveis.

A alta foi impulsionada após ofensivas entre Israel e Irã, que atingiram diretamente campos de gás e refinarias estratégicas. Entre os alvos está o campo de gás South Pars — considerado o maior do mundo — compartilhado entre Irã e Catar, além da refinaria de Ras Laffan, uma das principais unidades de processamento da região.

Diante da disparada dos preços, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, indicou a possibilidade de liberar a comercialização de petróleo iraniano armazenado em navios, estratégia que ajudou a reduzir momentaneamente a cotação internacional. Ainda assim, o barril permanece acima dos US$ 100, refletindo o nível de incerteza no mercado.

O conflito, intensificado desde 28 de fevereiro de 2026, envolve alguns dos maiores produtores globais de petróleo e gás, ampliando o risco de desabastecimento. A situação se agrava com o bloqueio do Estreito de Ormuz, rota por onde passa uma parcela significativa da produção mundial, aumentando a pressão sobre preços e cadeias logísticas.

A combinação de ataques militares, ameaças de destruição de infraestruturas energéticas e restrições à circulação marítima reforça um cenário de volatilidade extrema, com impactos diretos na economia global, especialmente no custo de combustíveis, transporte e produção industrial.

Fonte: Agência Brasil

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