Governo endurece fiscalização do frete e tenta conter greve de caminhoneiros em meio à alta do diesel

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Diante da ameaça de uma nova paralisação nacional, o governo federal reforçou a fiscalização do cumprimento da tabela mínima de frete, em uma tentativa de reduzir a tensão com a categoria e evitar impactos na economia. O ministro dos Transportes, Renan Filho, afirmou que empresas que descumprirem a regra poderão sofrer sanções severas, incluindo a perda do direito de transportar cargas no país.

A medida está sendo executada com apoio da Agência Nacional de Transportes Terrestres, que já aplicou cerca de R$ 419 milhões em multas nos últimos quatro meses por irregularidades no pagamento do frete. O objetivo é garantir uma remuneração mínima justa aos caminhoneiros e evitar a contratação abaixo dos valores estabelecidos por lei, cuja tabela foi atualizada recentemente.

O anúncio ocorre em um cenário de forte pressão sobre o setor, impulsionado pela disparada do diesel. O preço do tipo S-10, o mais utilizado no país, acumula alta de 18,86% desde 28 de fevereiro, refletindo os efeitos do aumento do petróleo no mercado internacional. Esse encarecimento já impacta diretamente o custo do transporte e tende a ser repassado aos consumidores, elevando preços de alimentos e produtos básicos.

Além da fiscalização, o governo também articula medidas para conter a escalada dos combustíveis. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, discute com estados, no âmbito do Confaz, alternativas como a redução temporária do ICMS. Paralelamente, entidades como a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transporte e Logística intensificam articulações e reuniões com lideranças da categoria, em meio ao avanço do movimento grevista.

A Petrobras, por sua vez, afirma manter uma política de preços que busca equilíbrio e não repasse automático da volatilidade internacional, embora o recente reajuste tenha alimentado a insatisfação dos caminhoneiros.

O cenário remete à crise de 2018, quando uma greve da categoria paralisou o país, e reforça o risco de novos impactos na logística e no abastecimento. O governo aposta no endurecimento regulatório e no diálogo para evitar uma nova interrupção no transporte rodoviário.

Fonte: IstoÉ Dinheiro

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