Modelos prestes a sair de linha podem oferecer descontos de até 30%, mas a economia imediata pode se transformar em maior desvalorização e custos futuros. A análise foi publicada pelo portal Jornal do Carro, com orientação da planejadora financeira Paula Bazzo.
Entre os veículos que serão descontinuados em 2026 estão o Jeep Renegade Sport, Citroën Aircross 5 lugares, Nissan Kicks Play e Volkswagen Saveiro.
Um dos casos é o Jeep Renegade Sport, que deixará o mercado com a chegada do novo modelo de entrada da marca. Atualmente custa R$ 118.290 e oferece motor 1.3 turbo de 176 cv e 27,5 kgfm de torque — potência reduzida em 9 cv após a adequação ao Proconve L8. Já o Citroën Aircross de cinco lugares, voltado ao público corporativo, parte de R$ 119.990, equipado com motor 1.0 turbo de até 130 cv e câmbio CVT.
Outro exemplo é o Nissan Kicks Play, vendido por R$ 117.990, mesmo preço do modelo que o substitui. Com motor 1.6 aspirado de até 113 cv e câmbio CVT, o SUV pode exigir negociação maior nas concessionárias para compensar a descontinuidade. Já a Volkswagen Saveiro, que será substituída por uma nova picape prevista para 2027, custa entre R$ 112.690 e R$ 134.190, dependendo da versão.
Segundo a especialista ouvida pelo Jornal do Carro, o principal atrativo é o preço reduzido, que permite levar um veículo mais completo por menos. No entanto, o impacto costuma aparecer na revenda: a desvalorização tende a ser mais forte no primeiro e segundo ano após a saída de linha. Depois, o mercado geralmente estabiliza, mas o prejuízo inicial pode ser significativo para quem troca de carro com frequência.
A legislação obriga montadoras a fornecer peças por cerca de 10 anos, mas custos de manutenção podem subir, especialmente em modelos importados ou de baixo volume. Veículos que compartilham peças com outros modelos sofrem menos impacto; já os de vendas fracas tendem a perder mais valor tanto na compra quanto na revenda.
Para quem pretende ficar três a cinco anos ou mais com o carro e prioriza custo-benefício, a compra pode fazer sentido. Por outro lado, consumidores que trocam de veículo com frequência ou valorizam tecnologia e design mais recentes podem sentir mais os efeitos da desvalorização.
O desconto só compensa quando a conta fecha no longo prazo, considerando compra, manutenção e revenda.
Fonte: Jornal do Carro (Terra).



