A Volkswagen vai encerrar a produção da atual geração da Amarok na fábrica de Pacheco, na Argentina, no segundo semestre de 2026. O movimento abre espaço para a chegada da nova geração da picape, prevista para começar a ser produzida em 2027, com destaque para a introdução de uma motorização híbrida.

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Fim de ciclo da Amarok atual
Lançada em 2010 e atualizada ao longo dos anos, a Amarok manteve o motor V6 3.0 turbodiesel como principal atrativo. Essa versão continuará disponível nas concessionárias brasileiras até 2027, mas a produção será encerrada ainda em 2026 para dar lugar ao novo projeto.
Nova geração
A segunda geração da Amarok será desenvolvida em parceria com a chinesa SAIC, utilizando a mesma plataforma da picape Maxus Terron 9. A fábrica de Pacheco está recebendo investimento de R$ 3,3 bilhões para se preparar para o novo modelo.
O sistema híbrido ainda não foi detalhado pela Volkswagen, mas há expectativa de que seja associado ao motor V6 turbodiesel EA897Evo4, já usado em modelos Audi na Europa, com tecnologia de 48 volts. Além disso, versões mais acessíveis devem manter o motor 2.0 turbodiesel de quatro cilindros.
Dimensões e engenharia
A nova Amarok deve ter dimensões próximas às da Maxus T90, com cerca de 5,50 metros de comprimento e 2 metros de largura. A suspensão traseira poderá ser atualizada para tração 4×4 sob demanda, corrigindo uma das principais críticas à primeira geração.
Mercado e concorrência
A aposta em uma versão híbrida segue o movimento de rivais como Ford Ranger e Toyota Hilux, que também terão configurações eletrificadas. A Amarok, portanto, chega para disputar espaço em um segmento cada vez mais competitivo e tecnológico.
Esse reposicionamento marca uma nova fase da Volkswagen no mercado de picapes médias, com foco em eficiência, eletrificação e maior robustez para atender às demandas da América do Sul e de outros mercados globais.
Com informações do Autoesporte.



