O SUV elétrico GAC Aion V foi submetido a um teste de longa duração para avaliar sua autonomia e desempenho em condições reais de uso. Durante 18 dias, o veículo percorreu 749 quilômetros, divididos entre rodovias e trechos urbanos, e apresentou resultados que indicam avanços na possibilidade de viagens com carros elétricos no país.

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O modelo, vendido por R$ 219.990, possui bateria de 75,3 kWh e autonomia homologada pelo Inmetro de 389 quilômetros. No entanto, o teste revelou um alcance real de 470 quilômetros por recarga, superando o número oficial e aproximando-se da promessa da fabricante na China, que declara até 602 quilômetros.
Na estrada, o consumo foi maior, mas não comprometeu a viagem. Em um trecho de 120 quilômetros, o computador de bordo registrou gasto de 143 quilômetros da autonomia total, sem necessidade de adaptação na condução. O veículo também se destacou por itens de conforto pouco comuns na categoria, como bancos dianteiros com aquecimento, ventilação e massagem, além de um frigobar de 11,8 litros no console central.
A infraestrutura de recarga, embora mais desenvolvida do que em anos anteriores, ainda apresentou falhas. Em postos da Rodovia dos Bandeirantes, parte dos carregadores estava desligada ou ocupada. Quando foi necessário recarregar, o SUV levou pouco mais de uma hora em um carregador rápido de 120 kW, limitado a 80 kW, com custo de R$ 176.
O desempenho também chamou atenção: o motor elétrico dianteiro de 204 cavalos e 24,5 kgfm de torque permitiu aceleração de 0 a 100 km/h em 7,9 segundos. O consumo médio registrado foi de 6,3 kWh/km.
Com 2,78 metros de entre-eixos, maior que o Toyota SW4, o Aion V oferece amplo espaço interno e acabamento de qualidade, características que impressionaram os passageiros durante o teste.
A avaliação conclui que viajar de carro elétrico no Brasil já é possível, ainda que com planejamento e atenção à infraestrutura de recarga. O GAC Aion V mostrou autonomia consistente, conforto acima da média e desempenho competitivo, reforçando que o mercado de elétricos está em evolução e cada vez mais adaptado às necessidades dos motoristas brasileiros.
Com informações do Autoesporte.



