Fonte: Axios – reportagem de Andrew King
Um ano após a implementação de novas parcerias para compartilhamento de bicicletas e patinetes, Columbus – capital e maior cidade do estado de Ohio, nos Estados Unidos – registrou redução no número de usuários, enquanto mantém esforços para retirar dispositivos que obstruem calçadas e vias públicas.
Segundo uma reportagem publicada pelo site Axios, os contratos firmados com as empresas Veo e Spin alteraram o modelo de micromobilidade local. As mudanças limitaram o número de operadoras autorizadas, instituíram compartilhamento de receita com o município e estabeleceram regras e multas.
Antes de dezembro de 2024, o sistema era descrito como desorganizado, com múltiplas empresas atuando com baixa regulação e retorno financeiro reduzido para a cidade. Columbus firmou acordo exclusivo com a Veo, mas uma ação judicial movida pela Spin resultou em entendimento que permitiu à empresa continuar operando até 2025.
Nesta semana, o Departamento de Serviços Públicos divulgou o relatório “Estado do Programa”, apresentando o balanço do primeiro ano e ajustes previstos para 2026. Entre os pontos destacados estão a necessidade contínua de retirada de dispositivos das vias públicas, análise dos modelos mais utilizados e a ampliação da oferta em “áreas de oportunidade”, como Hilltop e South Columbus.
A meta estabelecida era destinar 30% da frota a essas regiões, porém o relatório aponta que, com frequência, o percentual ficou abaixo de 10%.
Em números – As viagens registradas caíram 19% em 2025, passando de mais de 1 milhão em 2024 para menos de 813 mil. Foram aplicados aproximadamente US$ 35 mil em multas por descumprimento das normas, incluindo estacionamento irregular. A central de reclamações do serviço recebeu 941 solicitações relacionadas aos dispositivos.
As demandas registradas reforçam a necessidade de manter os equipamentos fora das calçadas e garantir conformidade com a Lei de Acessibilidade para Pessoas com Deficiência (ADA), considerada prioridade pela administração municipal.
Entre os dados do relatório, destaca-se que os patinetes elétricos com assento da Veo concentraram 67% de todas as viagens realizadas pela empresa. Já na Spin, apenas 8% das viagens foram feitas com dispositivos diferentes do modelo convencional de patinete.



