Toyota Hilux decepciona na autonomia prometida de 800 km

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A Toyota Hilux, líder de vendas entre as picapes médias no Brasil, foi colocada à prova em um teste de autonomia. A expectativa era que o modelo, equipado com motor 2.8 turbodiesel de 204 cv e tanque de 80 litros, alcançasse os 800 km declarados pelo Inmetro. No entanto, o resultado ficou abaixo do esperado.

Foto: Jady Peroni/Autoesporte

Durante 18 dias de uso, incluindo duas viagens de ida e volta entre São Paulo e Peruíbe, a versão SRX Plus percorreu 680 km, sendo 74% em rodovias. O consumo médio registrado foi de 8,1 km/l, resultando em autonomia real de 648 km — mais de 150 km aquém da projeção oficial. No uso urbano, a média foi de 7,4 km/l, também inferior aos 9,3 km/l homologados.

Apesar da frustração com o consumo, a Hilux manteve pontos fortes reconhecidos: robustez mecânica, confiabilidade do motor, capacidade off-road e a praticidade da capota marítima de série, que protegeu a carga em dias de chuva. Por outro lado, o projeto já mostra sinais de envelhecimento. A direção hidráulica deixa o volante pesado em manobras, o chassi sobre longarinas transmite mais vibrações à cabine e a lista de equipamentos de segurança é limitada em comparação às rivais mais modernas.

Com preço de R$ 357.890, a Hilux SRX Plus continua sendo referência em durabilidade e desempenho fora de estrada, mas o teste revelou que a autonomia prometida não se confirma na prática. A aguardada nova geração, que trará versões híbridas e até a hidrogênio, deve corrigir parte dessas deficiências e atualizar o modelo para manter sua posição de destaque no mercado.

Com informações do Autoesporte.

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