China endurece regras e proíbe venda de carros baratos demais

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O governo chinês anunciou novas medidas para conter a chamada “guerra de preços” no setor automotivo. A partir de fevereiro de 2026, fabricantes estão proibidas de vender veículos por valores inferiores ao custo real de produção, prática conhecida como dumping. A decisão busca evitar prejuízos deliberados que poderiam gerar demissões em massa e desequilibrar o mercado.

Foto: Divulgação.

As regras estabelecem que todas as despesas devem estar refletidas no preço final do carro, impedem fornecedores e marcas de fixarem valores artificiais para componentes e proíbem concessionárias de praticarem preços abaixo do mercado. Além disso, será criada uma plataforma online para monitorar transações em tempo real, garantindo maior transparência.

A medida surge após anos de competição acirrada entre montadoras, que intensificaram descontos para atrair consumidores. Em 2025, a China registrou 34,4 milhões de veículos vendidos, mantendo-se como o maior mercado automotivo do mundo pelo 17º ano consecutivo. No entanto, o cenário levou à falência de startups como WM Motor, HiPhi e Evergrande Auto, além de atrasos de até 300 dias em pagamentos a fornecedores.

Entre as marcas que mais cresceram estão BYD e Geely. A BYD vendeu 4,6 milhões de unidades em 2025, superando a Ford e alcançando a sexta posição no ranking global. Já a Geely avançou para o oitavo lugar, ultrapassando Honda e Nissan.

Com as novas regras, o governo chinês espera reduzir os riscos de crise e garantir um ambiente competitivo mais saudável, ainda que isso represente números de vendas menos exuberantes nos próximos anos.

Com informações do Autoesporte.

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