A Tesla deu mais um passo em direção à operação de veículos totalmente autônomos. Em Austin, no Texas, a empresa começou a realizar corridas de robotáxi sem a presença de monitores humanos, conforme anúncio feito por Elon Musk na rede social X. Até então, os carros rodavam de forma autônoma, mas com profissionais posicionados no banco do passageiro ou motorista para acionar sistemas de emergência.

Foto: Divulgação.
Segundo rumores internos, apenas algumas dezenas de veículos participam dessa fase inicial sem supervisão, enquanto a maioria da frota ainda opera em modelo híbrido, com monitores a bordo. A estratégia, de acordo com Ashok Elluswamy, vice-presidente de autonomia da Tesla, é ampliar gradualmente a proporção de carros 100% autônomos.
Os testes ocorrem principalmente com o Model Y, e não com o aguardado Cybercab. Musk afirmou que a presença humana até agora refletia uma postura “excessivamente cautelosa”, mas que a empresa pretende acelerar a transição.
Segurança e controvérsias
- Em Austin, quando presentes, os monitores ocupam o banco do passageiro; em São Francisco, permanecem no banco do motorista.
- Relatos do Electrek indicam cerca de oito acidentes em cinco meses, mesmo com supervisores presentes.
- Críticos consideram o avanço prematuro, enquanto entusiastas veem o marco como sinal de evolução tecnológica.
Comparação com concorrentes
A Waymo, rival direta, já acumula mais de 160 milhões de quilômetros com veículos totalmente autônomos sem supervisão humana e milhões de corridas pagas, expandindo para novas cidades. A Tesla, por sua vez, destaca que clientes já rodaram bilhões de quilômetros com o sistema Full Self-Driving (FSD), embora este ainda seja classificado como Nível 2 de automação — exigindo atenção contínua do motorista.
Estratégia da Tesla
Musk aposta na vantagem competitiva de controlar uma frota global de clientes que pode ser convertida para autonomia via atualizações de software. O início das corridas sem supervisão é considerado um marco relevante, mas especialistas apontam que ainda há um longo caminho até a validação plena da tecnologia.
Com informações do News Motor.




