Nissan Kait 2026: reestilização do Kicks Play ou SUV de entrada competitivo?

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O Nissan Kait chega ao mercado brasileiro com a missão de substituir o Kicks Play e manter a relevância da marca em um segmento cada vez mais disputado. Produzido em Resende (RJ) após investimento de R$ 2,8 bilhões, o modelo será exportado para 20 países das Américas, incluindo México e Argentina.

Foto: Autoesporte.

Apesar de se apresentar como novidade, o Kait é, na prática, uma reestilização profunda da primeira geração do Kicks. A plataforma V, utilizada desde o March em 2011, continua sendo a base estrutural. As dimensões praticamente não mudaram: 4,30 metros de comprimento, 1,76 m de largura, 1,59 m de altura e 2,62 m de entre-eixos, com porta-malas de 432 litros.

O motor também é conhecido: 1.6 aspirado flex de até 113 cv e 15,5 kgfm, associado ao câmbio CVT com seis marchas simuladas. O desempenho é modesto, com 0 a 100 km/h em 11,5 segundos, mas o consumo agrada, registrando 11,9 km/l na cidade e 13,7 km/l na estrada.

Visualmente, o Kait se diferencia do Kicks Play com novos faróis e lanternas em LED, capô redesenhado e para-choques inéditos. No interior, mantém semelhanças com o antecessor, mas traz painel digital com duas telas, central multimídia de 8 ou 9 polegadas e novos difusores de ar.

Em termos de espaço, o SUV se destaca frente a rivais como Fiat Pulse, Volkswagen Tera e Renault Kardian, oferecendo maior entre-eixos e conforto para passageiros. No entanto, peca em pontos como ausência de saídas de ar traseiras e central multimídia ultrapassada.

Nos testes, o sistema de freios mostrou eficiência, mesmo com tambores na traseira, superando concorrentes em algumas medições. Já na segurança, a versão Advance Plus inclui seis airbags, alerta de frenagem e assistente de permanência em faixa.

Com preços entre R$ 117.990 e R$ 152.990, o Kait aposta em custo-benefício e eficiência para conquistar público. Embora não esconda sua origem no Kicks Play, o SUV preserva qualidades como espaço interno e economia de combustível, mas ainda fica atrás dos rivais turbinados em desempenho e tecnologia. A Nissan aposta que o modelo será capaz de manter bons volumes de vendas e sustentar sua presença na América do Sul.

Com informações do Auto Esporte.

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